Posts de ‘Copa Montana’
Automobilismo de merda
Daí o cara, depois de ver um filme, acorda para a vida e diz: “Vou ler alguma coisa sobre automobilismo”. Entra no blog do Victor Martins e lê essa notícia.
O Victor é um dos jornalistas mais bem informados do ramo. Então, essa história pode ser a mais pura verdade. E se for, mostra, bem, o porque do nosso automobilismo estar uma merda – em especial o nacional.
É uma briga de beleza desgraçada. Um querendo mostrar ao outro que o seu campeonato é melhor. Começa essa guerra e o público continua apaixonado, mas muito chateado com tudo isso. Os autódromos, quando cheios, é porque a promotora e os patrocinadores investiram pesados e levaram algumas pessoas de graça para as arquibancadas. Um lixo.
Não existe mais identificação dos pilotos. Tem aqueles que resolvem se despedir do automobilismo porque fica caro manter nessa brincadeira comandada por alguns idiotas.
Se a Vicar acabar com a Montana, que é o que projeta Victor Martins, mostrará como estamos mal servidos de promotores. Conheci essa categoria em 2001, quando era repórter do Speed Racing. Os irmãos Gerson e Gue Marques tocavam a banca de uma maneira bacana, garagista. Podiam ter vários problemas, mas mantinham a alma que todos nós gostamos: um campeonato família, em que os pilotos são fáceis de lidar e não tem muito nhem-nhem-nhem para fazer a cobertura jornalística.

A Pick-Up Racing foi comandada pelos irmãos Marques por uns seis anos. Erraram várias vezes, mas tinham um rumo certo para ela
Hoje tem de tudo. Daqui a pouco é capaz dos caras dizerem que temos que pagar para cobrir.
Por isso que os campeonatos regionais são cada vez mais fortes. Pelo menos aqui no Rio Grande do Sul. É tocado por gente que entende e gosta de automobilismo. Erros, todos cometem, mas pelo menos não tem tanta briguinha de beleza.
É muito foda tudo isso. E, pelo visto, vai demorar para que esses babacas terminem com essas briguinhas imbecis. Dá para explodir tudo isso?
Drops do fim de semana (sem hífem)
Como hoje foi um dia de descansar após uma viagem longa de duas horas e pouco tempo para dormir antes de pegar um carro – isso foi resolvido à tarde -, vamos a um pequeno drops sobre o que aconteceu.
Stock Car
O carioca Cacá Bueno largará na frente, em Santa Cruz do Sul. O piloto da Red Bull fez 1min21.405, contra 1min21.451, do terror do Marcas e Pilotos, o paraíba Valdeno Brito. O atual campeão, Max Wilson, largará na sexta posição.
Copa Montana
Rafael Daniel foi o mais rápido na classificação e enfiou 3 décimos em Wellington Justino. Os dois, mais Galid Osman, foram os únicos que conseguiram ficar abaixo de 1min24 segundos. Como será a prova? Não sei. Liga a televisão e assiste na Speed Channel.
Quase lá
Por pouco a Stock Car não voltou a ter um gaúcho na categoria. O piloto Matheus Stumpf, de Caxias do Sul, estava quase assinado com a Scuderia 111. Mas a falta de verba inviabilizou a tentativa do guri. Agora, ele tenta juntar uma graninha esperta – cerca de R$ 30 mil – para poder garantir a vaga na etapa final da competição, no dia 6 de novembro, conhecido também como “aniversário do editor do Cockpit Gaúcho”.
Luto no automobilismo
Foram quase cinco horas de agonia para quem ama esse esporte de louco. Infelizmente, Gustavo Sondermann, que pilotava na Copa Montana, morreu devido ao acidente que sofreu na Curva do Café, em Interlagos, na tarde de ontem. É mais uma morte na “Família Stock Car” em menos de quatro anos.
Para quem não se lembra, no fim de 2007, o piloto Rafael Sperafico morreu nessa mesma curva do Café após ter perdido o controle do seu veículo e ter levado uma pancada de Renato Russo. Na época, a Copa Montana se chamava Stock Light, e os carros eram os mesmos da Stock Car, mas com menos potência.
Quem viu o acidente de agora e o acidente referido acima, percebe que foram praticamente nas mesmas circunstâncias. Agora, virão pessoas – pilotos e dirigentes – com aquele blá, blá, blá de sempre, como bem disse Luiz Fernando Silva, do Velocidade Sul, em seu Twitter, de que isso é automobilismo, que fatalidades acontecem, mas o show tem que continuar.
Sérgio Jimenez, logo após o acidente, cantou a pedra ao questionar quantos pilotos precisam morrer para se fazer alguma coisa. Felipe Maluhy falara, minutos depois, que os pilotos da Stock Car reivindicaram a instalação da curva do S que é utilizado na motovelocidade, mas que nada foi feito. O colega de profissão, Thiago Marques, criticou ambos. Ele informou que, logo após a morte de Rafael Sperafico, os pilotos fizeram exaustivos testes nesse “novo S”, que viria para diminuir a velocidade, mas poucos quiseram aderir. “Disseram que era muito chata”, resumiu ele.
Dirigentes e aficionados por automobilismo estão certos: fatalidades acontecem. O problema é a negligência. Se uma vez já foi mostrada a periculosidade daquela curva, porque não aceitaram uma modificação? Medo da chatice? Mas não foram eles que decidiram não vir mais para Tarumã, justamente por ser perigosa demais?
Nada do que falarmos vai mudar o que aconteceu. Agora é seguir em frente. E ficam as minhas condolências à família Sondermann.



