Fim de semana é em Guaporé
E aí, pessoa, tudo bem? Está sem o que fazer? Então, junta uma grana, uns amigos, e te manda para Guaporé. Lá terá mais uma etapa dos campeonatos gaúchos de Marcas & Pilotos, Copa Fusca e Fórmula 1.6. A etapa definirá quem serão os campeões. Ou, pelo menos, afunilar ainda mais os candidatos.
Na Fórmula 1.6, a liderança na classe A é do Ismael Toresan, com 200 pontos. Em segundo está Matheus Stumpf, com 129, e, logo atrás, está Pedro Castro, com 112. Na Light, Eduardo Moraes pode conquistar o caneco, com 198 pontos, 58 a mais que o vice-líder, Vinicius Schuller.
A categoria do primeiro projeto de Ferdinand Porsche tem o líder Daniel Oliveira, seguido por Joel Iuchno e Rogério Baretta Xavier. Isso tudo na categoria A, porque a B tem Carlos Guizzo, com 204 pontos, 14 a mais que Norberto Corrêa.
E, para finalzar, tem o Marcas & Pilotos, onde Fernando Jr. lidera na classe A. Em segundo vem Cristiano Almeida e Rafael Biancini.
O autódromo de Guaporé abre, a partir das 8h, tanto no sábado quanto no domingo. Vai lá e te diverte.
Feliz dia das Crianças
Quando eu tinha lá meus anos com menos de dois dígitos, comecei a jogar Enduro no Atari. Foi ali que minha paixão por automobilismo cresceu mais e mais. Com os anos, passei para o Master System, Super Nintendo, até conseguir comprar, com minhas economias, um PlayStation. Em todos os consoles, eu tinha, pelo menos, um joguinho de corrida para imaginar que era um piloto.
E, não faz nem meia-hora, começou em Porto Alegre o Video Game Live. Um show de uma orquestra e uma banda, que só toca músicas-tema de joguinhos clássicos. Você pode conhecer um pouco mais sobre o Video Game Live aqui.
Portanto, para não deixar essa data em branco, uma pequena amostra de que os joguinhos marcaram a vida de muita gente.
Mas…
Não poderia deixar de publicar, aqui, a melhor abertura de jogos que já vi. Dá vontade de baixar um emulador e voltar a jogar Gran Turismo 1!
Vettel quase sujou o título
Que o alemão Sebastian Vettel é o mais novo bicampeão da Fórmula 1, todo mundo sabe, mas é sempre válido dizer como: chegou em terceiro, atrás do Jenson Button (McLaren) e do Fernando Alonso (Ferrari). Como precisava só de um pontinho, conquistou uns vários e ninguém mais tem chance de derrubá-lo.
Mas ele, o alemãozinho, quase fez isso. Não que ele fosse perder o campeonato – só se ele fosse expulso do campeonato e, mesmo assim, Button vencesse todas -, mas quase deu uma de Schumacher em 1994. Largou, forçou a prensa contra Button de uma maneira desnecessária.
Se tivesse dado um acidente, enfim, teria perdido o meu respeito – que vale mais do que o do mundo todo. Não rolou nada demais, a corrida foi chata demais, mas o campeonato foi muito bom. Que Vettel mantenha a cabeça sempre no lugar e conquistará muitos campeonatos, tal qual o compatriota Schumacher. Com mais carisma, lógico.
Indy em Porto (talvez) só em 2013

Em 2010, a organização - prefeitura de São Paulo - fez tudo de última hora. Diversas críticas ocorreram. Em Porto Alegre, corremos o mesmo risco
Já manifestei, algumas vezes, a minha opinião sobre a Fórmula Indy em Porto Alegre. Pois, nesta semana, foi confirmada a inviabilidade da prova na capital gaúcha por um motivo muito simples: a falta de dinheiro.
Todo mundo sabe que fazer uma prova dessas é preciso muito dinheiro. Automobilismo no Brasil não é igual a futebol: o invstimento nesse esporte é mínimo pelas empresas e os incentivos fiscais dos governos federal e estadual inexistem.
Imagina, então, para arrumar toda a estrutura para uma prova de rua, como a categoria americana insiste em fazer. Os milhões iriam para o recapeamento e o alargamento de algumas ruas, com drenagem decente, novas rotas de fuga para os motoristas dessa cidade que está cada vez mais difícil de andar de carro devido ao grande número de veículos…

Traçado já estava definido: os carros passarão por algumas ruas, como av. Mauá, Borges de Medeiros e Loureiro da Silva (Foto: divulgação da prefeitura de Porto Alegre)
Isso tudo seria feito com dinheiro público. O estado e o município teriam de gastar os milhões para fazer todas as melhorias necessárias. Os mesmos milhões que alegam não ter grana para construir postos de saúde, melhorar o salário de servidores públicos, de construir as estradas e blá blá blá.
Fora, lógico, que a iniciativa privada não aceitaria gastar os possíveis R$ 25 milhões sem ter um retorno garantido, como abono de parte do imposto de renda. No máximo, investiriam algum R$ 1 milhão para ter uma placa ao redor do circuito que nem ajudaram a construir.
Por isso, era óbvio que a prova ficaria difícil de ser realizada para o próximo ano. Não estou feliz com a situação, mas é uma maneira de fazer os governantes repensarem suas políticas. Essa história de dar o que o povo gosta ao invés do que precisa nem sempre dá certo. Foi o caso desta vez.
Pergunto: por que não pegam uma graninha e investem, sei lá, na melhoria do Velopark – que tem uma baita estrutura -, ou na melhoria de Tarumã, que tem muita tradição? Para que mais um circuito?
Crianças em vez de profissionais?

Parece que os pilotos profissionais deixaram o profissionalismo de lado e resolveram brincar de Destruction Derby (Foto: José Mário Dias)
Está na hora da Vicar dos promotores reverem algumas coisas no Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos nos seus campeonatos. Tem algo muito estranho no ar. Neste fim de semana, dois pilotos reclamaram da conduta dos colegas – também adversários – nas provas.
Li no Velocidade Sul que Christian Fittipaldi se diz cansado de sempre levar toques no Trofeu Linea, que o deixam fora das disputas mais calientes. Depois de conquistar a sétima colocação na primeira bateria, o brasileiro, ex-Fórmula 1 e Fórmula Indy, diz que foi tocado pelo André Bragantini, saiu da pista e voltou para último. Quando estava recuperando posições, se envolveu em mais um incidente, desta vez com Rogério Castro, e abandonou a prova.
“Estou cansado de levar esses toques. Sinceramente, não vejo a hora de terminar a temporada. Nunca vi nada assim.” Foi assim que Fittipaldi-sobrinho finalizou a sua participação na prova.
Mas as acusações mais graves partiram de Thiago Marques, durante a primeira bateria da etapa do Brasileiro de Marcas e Pilotos, em Brasília. Ele acredita que Átila Abreu agiu por vingança, pois na etapa anterior – no Velopark -, Marques tocou em Átila, que saiu da prova. Agora, ele (Marques) alega que ele (Átila) o esperou para espremê-lo no muro. O carro do paranaense (Marques) teve a roda quebrada, o que prejudicou a corrida, óbvio.
É impossível saber o que se passa na mente desses pilotos, mas se tudo isso que as duas “vítimas” falaram for verdade, os promotores terão de conversar com os pilotos bem sério. Sabe aquelas conversas de professor com aluno, em que o maior explica para o menor o que pode ou não fazer? Pois é, está assim no automobilismo brasileiro. Um castiguinho, como ajoelhar no milho, dar a mão à palmatória, ou ficar uma ou duas provas sem correr são aceitáveis.
E no fim de semana, em Guaporé…
Vamos falar um pouco sobre automobilismo gaúcho? Algo que esse blog se propõe e faz muito pouco? Pois então, vamos falar, já que quem manda na bodega sou eu.
Quem tiver alguma coisa para fazer neste fim de semana e cancela tudo, porque é o momento de ir para Guaporé. No autódromo dessa bela cidade serrana terá a decisão de um dos campeonatos de corridas mais longas do estado: o gaúcho de Endurance.
É um pouco confusa a pontuação, mas é assim: além da marcação de pontos pela posição conquistada, os competidores ganham um ponto por volta completada. A liderança é da trupe do cativante MCR-Tubarão, de número 5, pilotado por Bruno Justo e Tiel Andrade. Eles têm 774 pontos e são seguidos de perto pela dupla do MXR 10, Pierre Ventura e Felipe Toledo, com 37 pontos a menos.
A outra competição é a dos carros mais charmosos já fabricados. Estou falando da Classic Cup Copa Classic, onde competem Fiat 147, Puma, Opala, Carretera e, se bobear, até charrete com dois cavalos de potência. Nas classes A e B, a prova é só para cumprir tabela, já que Carlos Chevrolet e Rogério Franz são os respectivos campeões. A disputa fica nas classes C, que tem Jorge Krug como líder, e na Força Livre, com Nilton Amaral e Leonardo Tumelero na frente.
Os horários ainda não estão definidos – pelo menos não foram divulgados -, mas deve ser naquele esquema de sempre: das 8h às 18h e o ingresso a, no máximo, R$ 15. Os horários são:
SEXTA-FEIRA
Treinos Livres
13:00h às 14:00h Endurance
14:10h às 14:50h Copa Classic
15:00h às 16:00h Endurance
16:10h às 16:50h Copa Classic
17:00h às 17:45h Endurance
SÁBADO
Treinos Livres
09:30h às 10:10h Copa Classic
10:20h às 11:20h Endurance
11:30h às 12:00h Copa Classic
13:30h às 14:30h Endurance
14:45h às 15:30h Copa Classic
Treinos Classificatórios
16:10h às 16:30h Endurance Categoria I e II
16:40h às 17:00 Endurance Categoria III e IV
17:10h às 17:30h Copa Classic
DOMINGO
Warm-up
09:00h às 09:40h Copa Classic
09:50h às 10:50h Endurance
Intervalo:
11:00h às 12:00h
1ª Bateria: Copa Classic
12:10h Abertura de Box
12:15h Fechamento de Box
12:20h Largada duração de 20minutos
1ª Bateria: Endurance
12:50h Abertura de Box
12:55h Fechamento de Box
13:00h Largada duração de 1hora
2ª Bateria: Copa Classic
14:10h Abertura de Box
14:15h Fechamento de Box
14:20h Largada duração de 20minutos
2ª Bateria: Endurance
14:50h Abertura de Box
14:55h Fechamento de Box
15:00h Largada duração de 1hora
Podium:
14:30h Copa Classic
16:10h Endurance
Opções para Barrichello
O brasileiro mais velho na Fórmula 1, Rubens Barrichello, parece estar com os dias contados na categoria. Embora um colega meu de trabalho acredite que o cara que mais guiou provas só nesses monopostos renove com a Williams até o fim da temporada, eu mantenho o ceticismo. Infelizmente, parece que deu para o brasileiro e mais digno seria sair da categoria com a cabeça erguida.
Lutar, como fez em 2009, e conseguir uma vaguinha ao sol numa Brawn da vida é difícil. É como dizem os repetidores de ditados: “um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar”.
Por isso, tirei uns cinco minutos da minha vida para que traçar umas opções ao Barrichello, o eterno brasileiro incompreendido pelos conterrâneos, caso a aposentadoria nem tão precoce seja realmente consolidada.
Professor de kart
Barrichello foi um dos melhores pilotos de kart do mundo. É respeitado mundo afora e realiza, sabe-se lá desde quando, o Barrichello Kart Day. Também foi vitorioso em uma das edições do Desafio das Estrelas. Então, que tal repassar aos demais – não apenas aos filhos – o que sabe sobre este pequeno monoposto e, assim, fazer nossos kartistas não serem só mais aqueles que sentam e aceleram?
Comentarista esportivo

Desde que Barrichello não incorpore o Müller e fale coisas óbvias, como 'ele acelerou com o pé', tá valendo
Ele adora falar. Todo mundo sabe. Nem sempre são palavras inteligentes, principalmente no pós-corrida ruim. Mas, quem sabe, não aproveita o carinho todo que Galvão Bueno tem por ele e faz assim como o Burti: comenta algumas provas aqui e ali. É só controlar a língua – ou o produtor cortar o microfone.
Piloto da Stock Car
Para quem se animou a criar um carrinho para o jogo da Stock Car, está aí uma bela pedida. Não tem o charme dos monopostos, mas voltar para o Brasil e mostrar aos demais sobre toda a sua capacidade e, quem sabe assim, ganhar um título depois desses quase 20 anos conquistando só 11 vitórias na Fórmula 1 – uso o “só” porque capacidade e carro ele tinha até cinco anos atrás.
Ir para os EUA

Para os desavisados, até parece o Barrichello na Indy, mas não, era só o Tony Kanaan fazendo uma homenagem em 2006
É monoposto. A maioria das provas ocorrem nos Estados Unidos. Carros iguais para todo mundo, só com os motores e algumas outras peças diferentes. Cada vez menos prova em oval. Mais uma chance para tentar um título interessante, né? E fora do país, já que brasileiro só considera bom aqueles que ganham algo lá fora.
Jogar golf
Fazer programa de velho. É isso que velhos fazem. Então, Barrichello, que tal? Pinta já tem. Tiger Woods que se cuide.
Drops do fim de semana (sem hífem)
Como hoje foi um dia de descansar após uma viagem longa de duas horas e pouco tempo para dormir antes de pegar um carro – isso foi resolvido à tarde -, vamos a um pequeno drops sobre o que aconteceu.
Stock Car
O carioca Cacá Bueno largará na frente, em Santa Cruz do Sul. O piloto da Red Bull fez 1min21.405, contra 1min21.451, do terror do Marcas e Pilotos, o paraíba Valdeno Brito. O atual campeão, Max Wilson, largará na sexta posição.
Copa Montana
Rafael Daniel foi o mais rápido na classificação e enfiou 3 décimos em Wellington Justino. Os dois, mais Galid Osman, foram os únicos que conseguiram ficar abaixo de 1min24 segundos. Como será a prova? Não sei. Liga a televisão e assiste na Speed Channel.
Quase lá
Por pouco a Stock Car não voltou a ter um gaúcho na categoria. O piloto Matheus Stumpf, de Caxias do Sul, estava quase assinado com a Scuderia 111. Mas a falta de verba inviabilizou a tentativa do guri. Agora, ele tenta juntar uma graninha esperta – cerca de R$ 30 mil – para poder garantir a vaga na etapa final da competição, no dia 6 de novembro, conhecido também como “aniversário do editor do Cockpit Gaúcho”.
Ferdinands no Rio
E os Fuscas potentes desembarcam no Rio de Janeiro. Neste fim de semana o autódromo de Jacarepaguá receberá as provas da Porsche GT3 Cup Challenge Brasil (agora respira fundo… pronto. Na verdade, elas ocorrem no sábado, mas a gente coloca fim de semana para ficar mais bonito.
As categorias Cup e Challenge entram na reta final do certame e estão indefinidas. Na primeira, o líder é Constantino Junior, seguido pela dupla dinâmica Ricardo Baptista e Clemente Lunardi. O Ex-piloto da Minardi e da Tyrrel de Fórmula 1 está contundido, pois não conseguiu guiar direito a bicicleta. Ninguém é perfeito.
Na Challenge, são três pilotos na luta. Sylvio Barros, o dono do Porsche com a homenagem ao Mach 5 do Speed Racer, lidera com 81 pontos. Atrás, Fernando Barci e Gui Affonso. Também terá quatro estreantes. Dois paulistas e dois cariocas.
Então, quem estiver pelo Rio de Janeiro, junta uma graninha e vai para a pista. E nada de mimimi.
A volta da serpente luminosa
Na biologia isso não existe. A não ser que tenham colocado neon em uma serpente no meio da selva, o que eu acho muito difícil. Mas o importante é que ela voltará. Não na floresta amazônica, mas no autódromo. As 12 Horas de Tarumã voltarão a ter a largada a meia-noite.
Isso mesmo, amiguinhos. Por mais que largar ao meio-dia e encerrar a meia-noite seja menos cansativo para todos os envolvidos – principalmente jornalistas, pilotos e equipes -, a experiência do ano passado foi um saco. Não tinha mais aquela apreensão de quantos vão concluir a prova, dos rastros de luz por, pelo menos, seis horas, em vez de quatro, etcetera e tal.
Lógico, sem contar o charme que tem nisso tudo. Lutar contra o sono ao som dos motores, sejam os V8, sejam os 1.6. O pessoal se enrolando com cobertor para escapar do frio. Os bêbados fazendo zerinho e jogando poeira no churrasco dos outros… Bem, essa última parte exclui.
Mas é isso. Até que enfim, a organização retomou a ideia inicial da prova e, neste ano, ela começa a meia noite. Merece aplauso.





