Lobinho no pódio
Como já manifestei outras vezes, sempre admirei o trabalho dos escoteiros. Tanto que participei do movimento por quase 20 anos. Então, é claro que colocarei esta informação aqui neste blog.
O lobinho Arthur Dressler de Vargas, 9, conquistou o vice-campeonato gaúcho de kart na categoria cadete. A prova ocorreu no fim de semana passado, em Tarumã. O moleque venceu a primeira etapa, realizada em Farroupilha. Favorito, ele não se deu bem na chuva, mas conquistou o terceiro lugar depois de ter largado em último.
É como a gente diz no escotismo: nem sempre a gente é vencedor, mas o importante é fazer o Melhor Possível. E foi isso que o Arthur fez. Parabéns, guri.
Morte, a companheira mais próxima dos pilotos
Em menos de uma semana, volto a ficar chocado com o esporte a motor. Se no domingo passado me impressionei com aquele acidente terrível que vitimou Dan Wheldon, hoje me impressionei com a fragilidade do corpo humano. Marco Simoncelli, 24 anos, morreu quando foi atropelado por Colin Edwards, em Sepang, na Malásia.
O atropelado é o termo correto, infelizmente. Edwards não tinha como desviar, naquela velocidade toda. Com o choque, o capacete de Simoncelli se partiu. O Sideshow Bob da MotoGp, um dos mais divertidos desse campeonato que parece findar a cada ano que passa, não está mais entre nós.
É aquele papo que todo mundo fala. Todos nós sabemos dos riscos desse esporte. Algumas vezes, as tragédias são anunciadas. Noutras, consideradas apenas uma fatalidade. Foi o que aconteceu com o acidente de hoje.
Não tem o que fazer. Motocicleta é assim. Tu é o teu para-choque, enquanto que, no carro, está menos exposto.
Descanse em paz, Simoncelli.
As confusões de um regulamento

Valdeno Brito venceu a prova. Mas quase não levou, porque teve a soma de tempos. Entendeu? (Foto: Globoesporte.com)
Imagine que você é um piloto. Disputa o campeonato, está em segundo na tabela, e larga na 20ª colocação sob uma chuva desgraçada. A direção de prova ordena o início da penúltima etapa, tudo sob bandeira amarela por questões de segurança. Você pode dar adeus, caso o seu adversário direto vença e você fica abaixo da segunda colocação na prova.
Sete voltas em segunda marcha, para tentar fazer o maldito trilho. A chuva cessa, mas a pista continua molhada faz a direção de prova interromper o início. A bandeira vermelha é agitada e você fica dentro do carro, esperando alguma decisão inteligente.
“Acabou a chuva!”, grita alguém, e o diretor de prova ouve.
A bandeira verde é agitada e você, lá de trás, passa um a um. Fica até o limite para fazer o reabastecimento e, arriscando, está na frente do seu adversário direto. Mas, um erro no cálculo, o faz perder diversas posições e você chega, vamos supor, em décimo. O seu adversário direto, em quinto. Lembrando: isso é tudo uma suposição.
Só que daí a transmissão diz que tem que fazer uma soma de tempos. Porque, aquela corrida interrompida, foi considerada como a primeira bateria da prova. Isso mesmo: o campeonato que faz uns 10 anos que não tem baterias, hoje teve. Então, diz o regulamento, que quando há a paralisação tem que haver a soma dos tempos.

Cacá Bueno chegou em terceiro graças ao regulamento estilo Rally, em que os tempos são somados, em vez de considerar o resultado em pista
Aí você pega a calculadora. Na primeira bateria, que nunca existiu, você chegou 19 posições atrás do adversário, cerca de 20 segundos atrás. Mas, na “segunda bateria”, você fez uma puta prova, chegou um pouco atrás por falta de gasolina. A sua posição real não foi considerada, porque eles resolveram somar o resultado final com o resultado parcial da “primeira bateria”. Então, em vez de você ficar em décimo e manter as chances de título, cai para 16º e aí, capuft, adiós temporada.
Confuso? Pois é. Foi o que a Stock Car fez hoje. Em vez de apenas considerar o resultado final a bandeira quadriculada, resolveram considerar o primeiro trecho, interrompido, como uma bateria. Fizeram um cálculo louco e estragou aquilo que estava só um pouco azedo.
Afinal, Max Wilson, que poderia estar mais próximo de Cacá Bueno e Ricardo Maurício, está a 23 pontos do líder, Cacá – que chegou, no máximo, na quinta posição, e na soma de pontos terminou em terceiro.
Sim. Se você não entendeu esse texto, não fique assim. Foi isso mesmo que aconteceu. Uma confusão imensa que poderia ser sanada se os dirigentes fizessem um regulamento decente. Mas, vale a pena destacar, estamos falando de uma categoria que o primeiro e o segundo colocados da prova anterior foram punidos, perderam os pontos, mas levaram o caneco de primeiro e segundo colocados. O vencedor real, que chegou em terceiro e não foi punido, continuou com a pontuação de terceiro, sendo que deveria ter a pontuação do primeiro.
Ah! E esses pilotos foram punidos por terminar a prova com menos de três litros de combustível no tanque. Mas, na prova seguinte, essa regra cai por terra porque querem manter a competitividade.
Na boa, não dá pra entender essa putaria.
Internacional no automobilismo?
Ao que tudo indica, sim. Não, não. A equipe colorada, que não consegue de jeito algum retomar as obras de ampliação do Beira Rio, deve assinar nos próximos dias um contrato com o piloto caxiense Matheus Stumpf, atual competidor da GT Brasil ao lado do paraibano Valdeno Britto. O acordo deve valer por uma prova, a que encerra a temporada 2011 da Stock Car, que ocorrerá no melhor dia do mundo: 6 de novembro.
Como eu cheguei à essa conclusão? Não precisa ser um gênio. Nada está confirmado, mas basta juntar as peças.
Hoje pela manhã, ao abrir o Facebook, me deparei com essa publicação do serrano gaúcho.
Como o guri é bom de braço, mas tá difícil dele conseguir patrocínio por essas bandas gaudérias – que diz que é apaixonada por automobilismo. Não gostei. Deveria ser um carro tricolor. Mas, né? Resta torcer para que o apoio dê certo.
Fim de semana é em Guaporé
E aí, pessoa, tudo bem? Está sem o que fazer? Então, junta uma grana, uns amigos, e te manda para Guaporé. Lá terá mais uma etapa dos campeonatos gaúchos de Marcas & Pilotos, Copa Fusca e Fórmula 1.6. A etapa definirá quem serão os campeões. Ou, pelo menos, afunilar ainda mais os candidatos.
Na Fórmula 1.6, a liderança na classe A é do Ismael Toresan, com 200 pontos. Em segundo está Matheus Stumpf, com 129, e, logo atrás, está Pedro Castro, com 112. Na Light, Eduardo Moraes pode conquistar o caneco, com 198 pontos, 58 a mais que o vice-líder, Vinicius Schuller.
A categoria do primeiro projeto de Ferdinand Porsche tem o líder Daniel Oliveira, seguido por Joel Iuchno e Rogério Baretta Xavier. Isso tudo na categoria A, porque a B tem Carlos Guizzo, com 204 pontos, 14 a mais que Norberto Corrêa.
E, para finalzar, tem o Marcas & Pilotos, onde Fernando Jr. lidera na classe A. Em segundo vem Cristiano Almeida e Rafael Biancini.
O autódromo de Guaporé abre, a partir das 8h, tanto no sábado quanto no domingo. Vai lá e te diverte.
Feliz dia das Crianças
Quando eu tinha lá meus anos com menos de dois dígitos, comecei a jogar Enduro no Atari. Foi ali que minha paixão por automobilismo cresceu mais e mais. Com os anos, passei para o Master System, Super Nintendo, até conseguir comprar, com minhas economias, um PlayStation. Em todos os consoles, eu tinha, pelo menos, um joguinho de corrida para imaginar que era um piloto.
E, não faz nem meia-hora, começou em Porto Alegre o Video Game Live. Um show de uma orquestra e uma banda, que só toca músicas-tema de joguinhos clássicos. Você pode conhecer um pouco mais sobre o Video Game Live aqui.
Portanto, para não deixar essa data em branco, uma pequena amostra de que os joguinhos marcaram a vida de muita gente.
Mas…
Não poderia deixar de publicar, aqui, a melhor abertura de jogos que já vi. Dá vontade de baixar um emulador e voltar a jogar Gran Turismo 1!
Vettel quase sujou o título
Que o alemão Sebastian Vettel é o mais novo bicampeão da Fórmula 1, todo mundo sabe, mas é sempre válido dizer como: chegou em terceiro, atrás do Jenson Button (McLaren) e do Fernando Alonso (Ferrari). Como precisava só de um pontinho, conquistou uns vários e ninguém mais tem chance de derrubá-lo.
Mas ele, o alemãozinho, quase fez isso. Não que ele fosse perder o campeonato – só se ele fosse expulso do campeonato e, mesmo assim, Button vencesse todas -, mas quase deu uma de Schumacher em 1994. Largou, forçou a prensa contra Button de uma maneira desnecessária.
Se tivesse dado um acidente, enfim, teria perdido o meu respeito – que vale mais do que o do mundo todo. Não rolou nada demais, a corrida foi chata demais, mas o campeonato foi muito bom. Que Vettel mantenha a cabeça sempre no lugar e conquistará muitos campeonatos, tal qual o compatriota Schumacher. Com mais carisma, lógico.
Indy em Porto (talvez) só em 2013

Em 2010, a organização - prefeitura de São Paulo - fez tudo de última hora. Diversas críticas ocorreram. Em Porto Alegre, corremos o mesmo risco
Já manifestei, algumas vezes, a minha opinião sobre a Fórmula Indy em Porto Alegre. Pois, nesta semana, foi confirmada a inviabilidade da prova na capital gaúcha por um motivo muito simples: a falta de dinheiro.
Todo mundo sabe que fazer uma prova dessas é preciso muito dinheiro. Automobilismo no Brasil não é igual a futebol: o invstimento nesse esporte é mínimo pelas empresas e os incentivos fiscais dos governos federal e estadual inexistem.
Imagina, então, para arrumar toda a estrutura para uma prova de rua, como a categoria americana insiste em fazer. Os milhões iriam para o recapeamento e o alargamento de algumas ruas, com drenagem decente, novas rotas de fuga para os motoristas dessa cidade que está cada vez mais difícil de andar de carro devido ao grande número de veículos…

Traçado já estava definido: os carros passarão por algumas ruas, como av. Mauá, Borges de Medeiros e Loureiro da Silva (Foto: divulgação da prefeitura de Porto Alegre)
Isso tudo seria feito com dinheiro público. O estado e o município teriam de gastar os milhões para fazer todas as melhorias necessárias. Os mesmos milhões que alegam não ter grana para construir postos de saúde, melhorar o salário de servidores públicos, de construir as estradas e blá blá blá.
Fora, lógico, que a iniciativa privada não aceitaria gastar os possíveis R$ 25 milhões sem ter um retorno garantido, como abono de parte do imposto de renda. No máximo, investiriam algum R$ 1 milhão para ter uma placa ao redor do circuito que nem ajudaram a construir.
Por isso, era óbvio que a prova ficaria difícil de ser realizada para o próximo ano. Não estou feliz com a situação, mas é uma maneira de fazer os governantes repensarem suas políticas. Essa história de dar o que o povo gosta ao invés do que precisa nem sempre dá certo. Foi o caso desta vez.
Pergunto: por que não pegam uma graninha e investem, sei lá, na melhoria do Velopark – que tem uma baita estrutura -, ou na melhoria de Tarumã, que tem muita tradição? Para que mais um circuito?
Crianças em vez de profissionais?

Parece que os pilotos profissionais deixaram o profissionalismo de lado e resolveram brincar de Destruction Derby (Foto: José Mário Dias)
Está na hora da Vicar dos promotores reverem algumas coisas no Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos nos seus campeonatos. Tem algo muito estranho no ar. Neste fim de semana, dois pilotos reclamaram da conduta dos colegas – também adversários – nas provas.
Li no Velocidade Sul que Christian Fittipaldi se diz cansado de sempre levar toques no Trofeu Linea, que o deixam fora das disputas mais calientes. Depois de conquistar a sétima colocação na primeira bateria, o brasileiro, ex-Fórmula 1 e Fórmula Indy, diz que foi tocado pelo André Bragantini, saiu da pista e voltou para último. Quando estava recuperando posições, se envolveu em mais um incidente, desta vez com Rogério Castro, e abandonou a prova.
“Estou cansado de levar esses toques. Sinceramente, não vejo a hora de terminar a temporada. Nunca vi nada assim.” Foi assim que Fittipaldi-sobrinho finalizou a sua participação na prova.
Mas as acusações mais graves partiram de Thiago Marques, durante a primeira bateria da etapa do Brasileiro de Marcas e Pilotos, em Brasília. Ele acredita que Átila Abreu agiu por vingança, pois na etapa anterior – no Velopark -, Marques tocou em Átila, que saiu da prova. Agora, ele (Marques) alega que ele (Átila) o esperou para espremê-lo no muro. O carro do paranaense (Marques) teve a roda quebrada, o que prejudicou a corrida, óbvio.
É impossível saber o que se passa na mente desses pilotos, mas se tudo isso que as duas “vítimas” falaram for verdade, os promotores terão de conversar com os pilotos bem sério. Sabe aquelas conversas de professor com aluno, em que o maior explica para o menor o que pode ou não fazer? Pois é, está assim no automobilismo brasileiro. Um castiguinho, como ajoelhar no milho, dar a mão à palmatória, ou ficar uma ou duas provas sem correr são aceitáveis.
E no fim de semana, em Guaporé…
Vamos falar um pouco sobre automobilismo gaúcho? Algo que esse blog se propõe e faz muito pouco? Pois então, vamos falar, já que quem manda na bodega sou eu.
Quem tiver alguma coisa para fazer neste fim de semana e cancela tudo, porque é o momento de ir para Guaporé. No autódromo dessa bela cidade serrana terá a decisão de um dos campeonatos de corridas mais longas do estado: o gaúcho de Endurance.
É um pouco confusa a pontuação, mas é assim: além da marcação de pontos pela posição conquistada, os competidores ganham um ponto por volta completada. A liderança é da trupe do cativante MCR-Tubarão, de número 5, pilotado por Bruno Justo e Tiel Andrade. Eles têm 774 pontos e são seguidos de perto pela dupla do MXR 10, Pierre Ventura e Felipe Toledo, com 37 pontos a menos.
A outra competição é a dos carros mais charmosos já fabricados. Estou falando da Classic Cup Copa Classic, onde competem Fiat 147, Puma, Opala, Carretera e, se bobear, até charrete com dois cavalos de potência. Nas classes A e B, a prova é só para cumprir tabela, já que Carlos Chevrolet e Rogério Franz são os respectivos campeões. A disputa fica nas classes C, que tem Jorge Krug como líder, e na Força Livre, com Nilton Amaral e Leonardo Tumelero na frente.
Os horários ainda não estão definidos – pelo menos não foram divulgados -, mas deve ser naquele esquema de sempre: das 8h às 18h e o ingresso a, no máximo, R$ 15. Os horários são:
SEXTA-FEIRA
Treinos Livres
13:00h às 14:00h Endurance
14:10h às 14:50h Copa Classic
15:00h às 16:00h Endurance
16:10h às 16:50h Copa Classic
17:00h às 17:45h Endurance
SÁBADO
Treinos Livres
09:30h às 10:10h Copa Classic
10:20h às 11:20h Endurance
11:30h às 12:00h Copa Classic
13:30h às 14:30h Endurance
14:45h às 15:30h Copa Classic
Treinos Classificatórios
16:10h às 16:30h Endurance Categoria I e II
16:40h às 17:00 Endurance Categoria III e IV
17:10h às 17:30h Copa Classic
DOMINGO
Warm-up
09:00h às 09:40h Copa Classic
09:50h às 10:50h Endurance
Intervalo:
11:00h às 12:00h
1ª Bateria: Copa Classic
12:10h Abertura de Box
12:15h Fechamento de Box
12:20h Largada duração de 20minutos
1ª Bateria: Endurance
12:50h Abertura de Box
12:55h Fechamento de Box
13:00h Largada duração de 1hora
2ª Bateria: Copa Classic
14:10h Abertura de Box
14:15h Fechamento de Box
14:20h Largada duração de 20minutos
2ª Bateria: Endurance
14:50h Abertura de Box
14:55h Fechamento de Box
15:00h Largada duração de 1hora
Podium:
14:30h Copa Classic
16:10h Endurance





