Posted by Rodrigo Dias on
July 11, 2009
Kart no Brasil está em segundo plano
Quem acompanha esta modalidade sabe mais do que eu, que normalmente sabe sobre kartismo só quando acessa sites especializados no assunto. Meu negócio sempre foi automobilismo, apesar de curtir os bons peguinhas que o kart proporciona a quem vai ver. O problema é que, no Brasil, o kart deixou de ser respeitado.
Muito já ouvi – e li – de pessoas mais próximas a este esporte que a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) está nem aí. O Paulo Scaglione, antigo gestor da entidade, tomava pau – não posso dizer que os críticos estavam errados e nem certos – de diversos jornalistas, entre eles Fábio Seixas e Flávio Gomes – para ficar só nos grandes. Eles sabem muito mais do que eu e estão nessa há muito mais tempo, então, quem sou eu para discordar?
Quando a nova diretoria assumiu a CBA prometeu mundos e fundos. Entre elas, de reerguer o Brasileiro. Então, lendo o allKart.net, soube que o regulamento foi ajeitado de forma a estar mais próximo dos moldes do Pan-Americano – com Finais e Pré-Finais. Porém, quem tem que dirigir a prova não lê o regulamento e, com isso, atrapalha o espetáculo.
Todo mundo sabe que, no kartismo, é investido um caminhão de dinheiro. Muito superior, aliás, a quem pratica o Turismo como modalidade automobilística. E, normalmente, quem compete de kart é quem é endinheirado, popularmente conhecido como “filhinho de papai”. E justamente os “papais” é que fizeram questão de estragar o que já não estava bom.
Começaram empurra-empurra, socos e pontapés, e os competidores ficaram em segundo plano. Uma merda. Mas em um país onde grande parte das categorias são “organizadas” por amadores, nada disso é surpreendente. O problema é que é frustrante, porque a gente sabe que, assim, o que deveria ser uma categoria de base não passa de uma categoria para papais mostrarem aos outros papais que o seu filho é melhor que o deles.
Posted by Rodrigo Dias on
March 12, 2008
Os 70 anos de Pedro Carneiro Pereira
Porto Alegre (No trabalho, aproveitando o tempo livre) – Setenta anos. Esta seria a idade que Pedro Carneiro Pereira teria completado ontem, 11 de março, caso estivesse vivo. Não fosse sua morte precoce, em 21 de outubro de 1973, em uma corrida de Opalas no Autódromo Internacional de Tarumã, poderíamos, ainda, estar ouvindo sua voz nos jogos de futebol – principalmente os do Grêmio.
Pedro Carneiro Pereira era apaixonado por futebol. Também exerceu a profissão de advogado, jornalista e publicitário – praticamente um faz tudo. Mas, como bem disse Lasier Martins no livro Pedro Carneiro Pereira, O narrador de emoções, de autoria de Leandro Martins, “era nas pistas que estava o seu coração”.
E era mesmo. Afinal, não é para qualquer um, além das profissões supracitadas, exercer a função de presidente do Automóvel Clube do Rio Grande do Sul por duas temporadas e, ainda por cima, ser um dos entusiastas que motivou a construção do Autódromo Internacional de Tarumã – complexo automobilístico responsável pelo desenvolvimento do esporte a motor no Estado.
A única certeza que temos nessa vida é a morte. Porém, não sabemos quando isso ocorrerá. Pedrinho não sabia, porém, morreu na primavera fazendo o que mais amava: correndo.



