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Como nossos pais

Parecem que estão sentados, mas estão de pé

Parecem que estão sentados, mas estão de pé

A maioria mal sabe escrever direito. Ainda estão na idade de ver desenhos animados, acordar cedo para ir no colégio e brincar nos pátios das creches. Precisam de ajuda para se vestir, escolher as roupas, quiçá tomar banho. Mas, em alguns finais de semana, atuam como se fossem gente grande.

Invocam a Elis Regina involuntariamente – já que nem conhecem a filha desta cantora, imagina a própria – e seguem “como nossos pais”. Sim, porque alguém teve que incentivá-los e a paixão, normalmente, é seguida pela carreira do pai.

Eles mal sabem se vestir e precisam dos pais para ajudar...

Eles mal sabem se vestir e precisam dos pais para ajudar...

São os pequenos pilotos. No Campeonato Centro-Serra de Veloterra, disputado em Roca Sales no último domingo, foram cinco participantes: três nas motinhos de 55cc, que não têm nem marcha; e dois na 65cc, estas já com marcha. A timidez quase os impede de conversarem, mas quando conversam, não saem mais do que três palavras. Grande parte das frases são constituídas de “é bom” e “porque e legal”.

Os pais ajudam com a vestimenta. Coloca caneleira, protetor de peito, macacão, joelheira. Os pequenos parecem superastros do supercross. Só falta aparecer um dos patrocinadores oferecendo comida e água. Na verdade, quem faz isso são os paitrocinadores.

Nada os impede de se divertirem. Mas a diversão não faz parte do vocabulário. Atuam como gente grande no circuito. Aceleram, ultrapassam, e sabem o momento de dosar o equipamento. Afinal, outras etapas vêm por aí e quanto menos tiver que gastar na revisão, melhor.

Automobilismo gaúcho começa em março

'Olha o Marcas aí gente', diz Neguinho da Beija Flor

'Olha o Marcas aí gente', diz Neguinho da Beija Flor

É como dizem: o ano começa depois do carnaval. O mesmo pode se dizer nos campeonatos gaúchos. Li no Copa Fusca e compartilho com vocês.

Bora lá, Tomedi?

Bora lá, Tomedi?

No dia 11 de março, o Velopark abre as porteiras para testes coletivos. Serão três categorias: Marcas & Pilotos, Copa Fusca e Fórmula 1.6. A pista será aberta as 9h e o fechamento só às 17h. Então, é uma oportunidade de conhecer quem são os pilotos e tirar boas fotos (como é o meu caso). Tudo isso em Nova Santa Rita.

A ala dos Fórmulas

A ala dos Fórmulas

Fica o convite.

(Fotos: Divulgação/catadas da Internet)

Ready? Set… Go!

O diretor de provas mostra placa de 15 segundos e o motociclista se prepara

O diretor de provas mostra placa de 15 segundos e o motociclista se prepara

Sol escaldante. Refrigerante bem gelado. Cachorro-quente no lugar do almoço. Cheiro de combustível, barulho de motor e barro… muito barro.

Assim foi o meu domingo e posso dizer com toda a sinceridade: senti falta disso.

Há pelo menos três anos estou fora da completamente fora das coberturas das competições. Ano passado até tentei, mas não consegui ir além de uma etapa do Campeonato Gaúcho de Marcas e Pilotos e da Copa Fusca, em Guaporé. Depois foi foco no emprego, e deixei o esporte motor de lado.

Seguuuuura peão!

Seguuuuura peão!

Mas, pelo menos, hoje mudou. Senti o meu coração pulsar ao ouvir o ronco esganiçado das motocicletas. Passear por aquele campo no Distrito Industrial de Roca Sales foi maravilhoso. Pisar no barro, arranhar as pernas ao buscar um ângulo diferente para as fotos…

Campeonato Serrano de Veloterra. Uma novidade para mim. Nunca tinha estado em uma competição como esta. Para mim, moto e barro só existe em Motocross. Hoje me informaram outras categorias: veloterra é velocidade na terra, sem saltos; motocross é para alguns saltos na pista; supercross é quando cerca de 80% do circuito é construído para saltos.

Pais... sempre querendo dizer aos filhos o que fazerem.

Pais... sempre querendo dizer aos filhos o que fazerem.

Voltei para os ensinamentos jornalísticos, mas desta vez em uma disciplina específica. Magnífico, eletrizante, emocionante.

Isso. Emocionante. Porque não tem como não se sensibilizar com crianças entre 6 e 10 anos pilotando pequenas coisinhas de duas rodas de 55 cilindradas e 65 cilindradas. Ou ver aqueles marmanjos caindo tombos e se irritando pela frustração.

Sem palavras para descrever tudo o que senti hoje. Agora é me organizar para fazer mais e mais. Voltar para este mundo que me introduziu ao jornalismo. Evoluir sempre, mas sem esquecer aquilo que o motivou. E eu, infelizmente, esqueci por um pequeno período.

E como dizem naqueles videogames: Go! Go! Go!

A diferença entre a Truck e a Stock Car

Adalberto Jardim tem apoio oficial da Volkswagen na Fórmula Truck (Orlei Silva)

Adalberto Jardim tem apoio oficial da Volkswagen na Fórmula Truck (Orlei Silva)

O anúncio de que Adalberto Jardim terá apoio da Volkswagen nesta temporada da Fórmula Truck devia acender o alerta da Stock Car. As duas são consideradas as principais categorias do automobilismo, mas só a dos caminhões tem apoio de montadoras. Mas apoio mesmo, de desenvolvimento do veículo, com peças, combustíveis e até pneus, que podem chegar ao público-alvo rapidinho.

O mesmo não ocorre com a Stock Car. Muita gente pode falar “Ah, mas a Vicar tem o Brasileiro de Marcas”. E daí? Por que a necessidade de se criar uma nova categoria de carros de turismo, que tem o mesmo conceito da “categoria mãe”, só para ter “apoio” de montadoras, que ficam só na carenagem? O resto é igual a Stock Car: motor, suspensão, freios, tudo igual para “equilibrar”.

Se é para equilibrar, que se pegue a proposta da GT Brasil (continua com esse nome?): os carros continuam originais, mas há uma equipe que testa até não poder mais, a fim de equilibrar os carros de categorias iguais. Uma maneira de tornar a competição atrativa e original.

Não dá para entender o que se passa na cabeça de alguns promotores. Parabéns à Neusa Félix Batista, que mantém a essência criada pelo marido, Aurélio Batista Félix (in memorian). É por isso que a categoria de caminhões cresce firme e forte. Ok, não só por isso, mas é um dos fatores.

Na Stock Car, a Chevrolet apenas empresta a logomarca. O resto é tudo igual (Fernanda Freixosa)

Na Stock Car, a Chevrolet apenas empresta a logomarca. O resto é tudo igual (Fernanda Freixosa)

Serviço

Prepara-te. A abertura da temporada da Fórmula Truck é no Velopark, no dia 4 de março. Vai lá e se diverte.

Apelação em cima do Bruno

Bruno Senna não tem culpa de nada. Talvez, só de manter este sobrenome em vez do Lalli, e o capacete no mesmo desenho do tio.

Bruno Senna não tem culpa de nada. Talvez, só de manter este sobrenome em vez do Lalli, e o capacete no mesmo desenho do tio.

Bruno Senna estreia, pela terceira vez, na Fórmula 1. Pelo menos é o que transparecem as matérias veiculadas sobre a carreira do moleque, sobrinho do eterno queridinho da categoria no Brasil, Ayrton. Sem nenhuma manifestação pessoal contra os dois – até porque não tenho nada contra -, este texto tenta explicar essa enjoativa tentativa de sempre relacionar o sobrinho ao tio, e como isso pode ser um tiro no pé.

Tudo começou em 2010, quando o moleque assinou com a Hispania. Em uma tentativa desesperada de levantar a audiência, visto que nem Felipe Massa, com um Ferrari, e o Rubens Barrichello, ainda na Brawn, conseguiram algo importante na temporada anterior.

A primeira estreia de Bruno: Hispania, em 2010. Comparação entre a equipe com a Tolemann, que Ayrton correu em 1984

Bruno Senna não tem culpa de nada. Talvez, só de manter este sobrenome em vez do Lalli, e o capacete no mesmo desenho do tio.

Passou na cabeça de algum editor de que Bruno assinando com a Hispania remontaria a trajetória vitoriosa do Ayrton. Tudo porque o tricampeão também começou em uma equipe pequena, a Toleman em 1984. Mas como muito bem disse Ivan Capelli certa feita, a comparação é esdrúxula. Segundo a pesquisa de Capelli, a Tolemann conquistou o título de melhor chassi da temporada, enquanto que a Hispania não fez nenhum teste e, como todos sabemos, era pior que uma carroça.

A segunda estreia de Bruno: Lotus, em 2011. Comparação com a época em que o tio competia na equipe, entre 1985 e 1986

A segunda estreia de Bruno: Lotus, em 2011. Comparação com a época em que o tio competia na equipe, entre 1985 e 1986

Sem conseguir resultados expressivos – e nem tinha como, óbvio – não conseguiu lugar em 2011. Assinou como terceiro-piloto da Lotus. E mais ideias “brilhantes” na cabeça de algum editor: “Foi na Lotus que o Ayrton ganhou a primeira corrida, está aí!”. Parecia uma festa toda vez que algum piloto da Lotus fosse mal no ano passado. Uma contagem regressiva para que todos vissem o Bruno em ação em uma Lotus, ainda mais preta.

Dito e feito. Nick Heidfeld foi demitido. Bruno assumiu o lugar. Matérias e mais matérias fazendo a ligação de Ayrton com a Lotus e agora tentavam remontar tudo isso com o Bruno. Foram seis etapas. Nada de muito relevante o guri conseguiu e, pum, mais um chute na bunda. A segunda “estreia” do Bruno foi ruim.

Terceira estreia: Williams, em 2012. Última equipe que Ayrton competiu e na qual morreu

Terceira estreia: Williams, em 2012. Última equipe que Ayrton competiu e na qual morreu

Até que veio a batalha final. Eike Batista juntou a grana e conseguiu encaixar o moleque na Williams. O que fizeram de novo? Associaram essa ida do guri com a ida de Ayrton à equipe britânica. Mais uma “estreia de verdade” foi feita, já que é uma temporada completa, em uma equipe não tão ruim. Descartaram a Hispania por ser uma carroça e a Lotus por terem sido poucas corridas.

Daqui a pouco vou começar a pensar que os marqueteiros da transmissora oficial estão conversando com a McLaren. Vai que Bruno assine com a outra equipe inglesa? Alguém vai lembrar que foi nela que Ayrton sagrou-se tricampeão e, finalmente, vão conseguir a “estreia de um campeão” na Fórmula 1.

É cada babaquice que aparece…

Bora para praia? Pro Rally das Praias?

Público vai poder ouvir Ivete Sangalo e cantar "levantou poeira" entre Cidreira, Tramandaí e Osório (foto: Marcelo Matusiak)

Público vai poder ouvir Ivete Sangalo e cantar "levantou poeira" entre Cidreira, Tramandaí e Osório (foto: Marcelo Matusiak)

É molecada. O automobilismo gaúcho realmente começou, e muito antes do carnaval. Neste fim de semana, mais precisamente no dia 11, conhecido como este sábado, será realizada a edição 2012 do Rallye das Praias. A prova marca a abertura do campeonato gaúcho de regularidade 4×2.

A novidade para este ano é a possibilidade de carros com tração nas quatro rodas participarem. Mas, porém, contudo, entretanto, todavia (by Judão) é tudo uma festa e não rolará ponto para o gaúcho da modalidade.

A largada da primeira bateria está prevista para as 13h30min, no posto Km1 da Estrada do mar. Serão 175 quilômetros de percurso – destes, 25 são de deslocamento. O percurso passa por Cidreira, Tramandaí e Osório.

O restaurante Bali Hari é um dos parceiros do evento e organiza um jantar para premiar os vencedores. Tudo isso na avenida Beira-Mar, em Atlântida. A prova é promovida pelo Clube Porto Alegre de Rally e conta com a supervisão da Federação Gaúcha de Automobilismo.

Barrichello na Indy: eu apoio

Equipe apronta o Dallara de EJ Viso para o teste de Barrichello

Equipe apronta o Dallara de EJ Viso para o teste de Barrichello

A confirmação do indiano Narain Karthkeyan na HRT, hoje, acabou com as remotas possibilidades de Rubens Barrichello permanecer na Fórmula 1. Duvido, aliás, que ele aceitaria competir numa equipe péssima, que não consegue desenvolver o carro, só para continuar naquela que é considerada uma categoria top. Nenhum amor vale isso.

Por isso, o brasileiro aceitou o convite do amigo-irmão Tony Kanaan de testar, por um diazinho só, o chassi Dallara da Fórmula Indy. Se a primeira impressão é a que fica, Barrichello curtiu. Ficou por mais dois dias no carrinho da liga americana-que-quer-desbravar o mundo.

Mas, pelo que se viu, não foi apenas admiração. Barrichello foi lá para mostrar a todos – principalmente aos críticos brasileiros – que é bom no que faz. Impressionou toda a cúpula: desde a KV Racing, até adversários e equipe técnica da Chevrolet. Afinal, não é todo mundo que, brincando, em três dias, lidera os treinos em uma pista que no máximo conhecia de correr no rFactor.

Por isso eu vos declaro: apoio a ida de Barrichello na Indy. Pode ser “a segunda divisão” do automobilismo mundial, podem dizer o que quiserem, mas é o melhor para ele. Melhor até que correr na LeMans Series e muito melhor que a Stock Car Brasil.

Alguns dos motivos para que ele vá para a F1:

Tony Kanaan

Barrichello e Kanaan são amigos de longa data. Desenvolvem um trabalho social com o Instituto Barrichello Kanaan. Dividem kart e a KV é a equipe do brasileiro. Se é para competir em algo novo, que seja com alguém que possa ensinar e dar uns tapas para dizer que está errado.

Mudança de ares

Na boa: ficar 19 anos em um lugar é como praticamente viver a vida toda nele. Mudança de ares são necessárias. Fazem a gente refletir e buscar novos horizontes. Descobrir novas coisas, mesmo aos 41 anos. E era isso que Barrichello precisava. De um recomeço para aquilo que ele mais gosta: o automobilismo.

Diversão

É notório que Barrichello se diverte enquanto pilota. O ambiente da Indy é profissional, mas muito mais leve. O contato com os fãs é mais fácil e, mesmo com toda aquela parafernalha exigida pelos patrocinadores, consegue ter um clima de amizade. Não tem aquela coisa de “sou foda”, como na F1, em que o máximo que um fã consegue chegar dos pilotos e das equipes é pagando muito – e olhe lá.

Calar a boca dos outros

Não posso garantir que Barrichello será campeão da Indy, mas acredito que conseguirá. Quando, é impossível precisar. Mas vai ser bom para mostrar àqueles que o criticam, duvidam da competência do brasileiro como piloto, que estavam errados. E a Indy é o melhor lugar para isso.

O crescimento do automobilismo gaúcho

Quem negar isso, tem de apanhar de relho enquanto está ajoelhado no milho. O automobilismo gaúcho está em ascenção. É um crescimento notório que só algumas informações mais precisas podem confirmar isso. E essa frase anterior ficou totalmente descabida, mas e daí? Vai encarar?

Vamos para o que importa: os dados. A primeira comprovação é o grid da Copa Fusca. Se antes era comum vermos as baratinhas mofarem em alguma garagem por aí, hoje as equipes buscam alguns exemplares para preparar para competição. O grid para esta temporada está cheio e, pelo visto, ano que vem teremos alguns anúncios nos classificados regionais como “Compro Fusca”.

A segunda leva é a melhora tecnológica da Fórmula 1.6. A principal mudança é na adoção da injeção eletrônica Pro Tune. Desenvolvida pela empresa gaúcha Dacar Motorsport, os carros terão Dash Displays com touch screen, GPS e programa para a análise de dados. O que isso acarreta? No desenvolvimento dos carros, cáspita.

Os pneus também mudaram. Não são mais os Pirelli. Saem os italianos e entram os argentinos da NA Carrera. Faz parte o plano de desenvolvimento do Johnny Bonilla, um dos donos do Velopark. Uma das exigências para a substituição é a duração: os compostos borrachônicos precisam durar duas etapas.

As novidades dos fórmulas estreiam no dia 25 de março, no Velopark, em conjunto com a Copa Fusca, Marcas & Pilotos e Veloce Cup.

E aí? Vai duvidar ainda?

Automobilismo de merda

A Copa Montana tem tudo para ficar encaixotada na brita. A Vicar não sabe lidar com ela

A Copa Montana tem tudo para ficar encaixotada na brita. A Vicar não sabe lidar com ela

Daí o cara, depois de ver um filme, acorda para a vida e diz: “Vou ler alguma coisa sobre automobilismo”. Entra no blog do Victor Martins e lê essa notícia.

O Victor é um dos jornalistas mais bem informados do ramo. Então, essa história pode ser a mais pura verdade. E se for, mostra, bem, o porque do nosso automobilismo estar uma merda – em especial o nacional.

É uma briga de beleza desgraçada. Um querendo mostrar ao outro que o seu campeonato é melhor. Começa essa guerra e o público continua apaixonado, mas muito chateado com tudo isso. Os autódromos, quando cheios, é porque a promotora e os patrocinadores investiram pesados e levaram algumas pessoas de graça para as arquibancadas. Um lixo.

Não existe mais identificação dos pilotos. Tem aqueles que resolvem se despedir do automobilismo porque fica caro manter nessa brincadeira comandada por alguns idiotas.

Se a Vicar acabar com a Montana, que é o que projeta Victor Martins, mostrará como estamos mal servidos de promotores. Conheci essa categoria em 2001, quando era repórter do Speed Racing. Os irmãos Gerson e Gue Marques tocavam a banca de uma maneira bacana, garagista. Podiam ter vários problemas, mas mantinham a alma que todos nós gostamos: um campeonato família, em que os pilotos são fáceis de lidar e não tem muito nhem-nhem-nhem para fazer a cobertura jornalística.

A Pick-Up Racing foi comandada pelos irmãos Marques por uns seis anos. Erraram várias vezes, mas tinham um rumo certo para ela

A Pick-Up Racing foi comandada pelos irmãos Marques por uns seis anos. Erraram várias vezes, mas tinham um rumo certo para ela

Hoje tem de tudo. Daqui a pouco é capaz dos caras dizerem que temos que pagar para cobrir.

Por isso que os campeonatos regionais são cada vez mais fortes. Pelo menos aqui no Rio Grande do Sul. É tocado por gente que entende e gosta de automobilismo. Erros, todos cometem, mas pelo menos não tem tanta briguinha de beleza.

É muito foda tudo isso. E, pelo visto, vai demorar para que esses babacas terminem com essas briguinhas imbecis. Dá para explodir tudo isso?

Felipe Massa deveria reavaliar algumas posições

O brasileiro da Ferrari, que há duas temporadas não faz nada de útil, recomendou Barrichello a se aposentar

O brasileiro da Ferrari, que há duas temporadas não faz nada de útil, recomendou Barrichello a se aposentar

Nunca neguei: sou fã do Rubens Barrichello. O considero um dos melhores pilotos da Fórmula 1. É um dos poucos que sabem guiar debaixo de chuva. O único problema do brasileiro, há quase 20 anos na categoria, é falar demais. Sempre a nova equipe dará condições de ser campeão, nunca será o segundo piloto, entre outras pérolas. Mas o cara tem, sim, ainda muito gás para permanecer na Fórmula 1 por mais um ano, no mínimo.

Por isso causa uma certa irritaçãozinha básica o depoimento de Felipe Massa (Ferrari). Em entrevista coletiva, disse que aconselhou o compatriota a se aposentar da categoria neste fim de semana, depois do GP do Brasil. Reconhece a competência de Barrichello e a força de vontade, apesar da idade, mas fala o óbvio: o brasileiro eterno vice-campeão terá dificuldades para conseguir patrocínio.

Isso é verdade. Barrichello, durante muito tempo, competiu só com salário. Não levava patrocínio para equipe alguma. Mas as coisas mudaram a partir de 2009, quando entrou na Brawn. Fã declarado do Corinthians, conseguiu o apoio da Bozzano para o GP do Brasil, mostrando que, se quiser, pode sim conseguir um apoiador. O brasileiro tem carisma e mostrou para todo mundo a que veio – e está muito além de ficar atrás dos companheiros de equipe.

Quem tem que pensar, seriamente, em aposentadoria é Massa. O único momento de glória deste brasileiro foi em 2008, quando quase conquistou o título mais por burradas de Lewis Hamilton e seu McLaren do que por brilhantismo. Prova disso são as corridas apáticas que faz: quando está bem, faz uma boa apresentação no início da corrida e depois diminui o ritmo. Falta fôlego. Nem a Ferrari o quer e só insiste sabe-se lá por que. Talvez porque Sebastian Vettel não pense em sair da Red Bull.?

O aconselhado Barrichello, quando na Ferrari, fez muito mais do que o aconselhador Felipe Massa e está próximo de ser contratado pela Lotus

O aconselhado Barrichello, quando na Ferrari, fez muito mais do que o aconselhador Felipe Massa e está próximo de ser contratado pela Lotus

Por isso, o título desse texto. Entre os dois brasileiros, fico com o Barrichello. Não tanto pela admiração, mas pelos feitos. Não é qualquer um que conquista títulos em todas as categorias de base, domina corridas e nunca ficou um ano sem competir na categoria. Fora que a Renault, futura Lotus, deixa implícito a preferência por Barrichello. Já o Massa, terá que se contentar com uma Hispania ou Marussia se sair da vermelhinha…

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