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Campeonatos sub-júdice: uma vergonha no Brasil
É impossível saber onde está o problema: se nos comissários de prova que tomam as decisões, mas deixam brechas para protelar; se o Superior Tribunal de Justiça Deportiva (STJD) é pior que a Justiça comum quando o assunto é lentidão; ou se os pilotos não sabem perder e querem, a todo custo, conquistar um título, uma vitória, mesmo que seja no tapetão.
É com um pesar que leio a nota emitida pela assessoria de imprensa do piloto Yann Cunha. O texto retrata uma batalha judicial entre o piloto e o adversário Bruno Andrade, sobre quem conquistou o título da F3 Sul Americana em 2010. Sim, minha gente, quase dois anos de disputa judicial.
Os representantes de Cunha questionam a legitimidade da decisão do STJD – em primeira instância, ao que se entende -, em favor de Andrade, levando para o adversário o título de 2010 – o cara ficou quatro pontos atrás de Cunha. Mas por que questionam a legitimidade?
Ora, tira as tuas conclusões:
“Curiosamente, todas as datas anteriormente marcadas caiam em uma terça-feira, como sempre foi de praxe, uma vez na terça-feira não existe qualquer evento em andamento ligado a CBA. Essas datas em questão foram adiadas sem nenhuma justificativa elencada pelo STJD.
Estranhamente, o STJD marcou a quarta data para uma sexta-feira, 30 de março de 2012, na qual se efetuava uma prova de F-Truck, onde o Sr. Carlos Montganer cumpria seu papel de comissário, não podendo, portando comparecer a audiência na qual seria a principal testemunha, onde poderia expor os motivos nos quais tomou a decisão que deu o resultado final ao campeonato de F-3 sul-americana de 2010. Baseado neste, os advogados do piloto Yann Cunha entraram com o pedido de adiantemento, que foi estranhamente INDEFERIDO.”
E ainda tem mais. A nota encerra assim:
“Fica claro que tudo foi orquestrado para que o Sr. Montagner não pudesse exercer o seu papel dando o seu testemunho para o assunto, o que é lastimável.”
Quer dizer que os juízes agiram de má fé? São amiguinhos dos advogados de Andrade, ou Cunha é quem não sabe perder?
Há alguma coisa muito errada no automobilismo. Não bastasse a inépcia da CBA, de algumas federações e promotores de competições, ainda tem essa banalização da Justiça Desportiva. E o pior é que quem perder, pode ingressar na Justiça Comum – que deveria priorizar inquéritos mais importantes para a população.
Vergonha disso. Até porque não é a primeira vez que um campeonato fica sem vencedor por essas coisinhas…
O kartismo tem futuro. Basta acreditar
Se eu não conhecesse o Mauro Rodeghiero, mais conhecido como Maurobala pelas bandas gaúchas, acharia que ele é fã da Xuxa. “Tudo pode ser, se quiser será / O sonho sempre vem pra quem sonhar / Tudo pode ser, só basta acreditar / Tudo que tiver que ser, será”. Ele pode não confessar, mas algo me diz que ele se inspirou nesta primeira estrofe da música “Lua de Cristal”, da eterna Rainha dos bronheiros Baixinhos, para criar a Amil Kart Show.
O Mauro é um cara que compete há trocentos anos. Lá pelos idos de 2003, se interessou pela proposta de uns malucos de criar a Stock 1000 – um campeonato destinado a pilotos interessados em competir em automobilismo com carros 1.0, carros de rua semiadaptados, coisa e tal. O certame não deu certo, mas ele seguiu em frente.
Voltou-se para o kartismo. Competiu campeonatos indoor e na Pro 400 que, acredito, é a maior paixão desse cara. De lá para cá, ficou conhecido nos campeonatos e conquistou respeito de muitos. Patrocínios aqui e acolá, foi em 2011 que rendeu o maior fruto – na minha humilde, mas nada modesta, opinião. Organizou, ao lado de Leandro Argenta, a Seletiva Velopark, que levou o campeão para a Europa competir no maior campeonato indoor do mundo.
Ninguém faria isso se não acreditasse nessa categoria de base, que durante muito tempo formou novos pilotos e hoje serve mais para gastar dinheiro. É lógico que sempre surge uns aqui e acolá, mas que debandam para os campeonatos de turismo devido a falta de um certame de monopostos decente nesse Brasil, octacampeão mundial de Fórmula 1.
É a incoerência brasileira, vista não só no automobilismo.
Foi toda essa dedicação ao kartismo que chamou a nossa atenção e o convidou para uma pequena entrevista. Dá uma lida e vê se a Xuxa, realmente, não inspirou o cara?
1) Como e quando surgiu a ideia de montar a Amil kart Show?
Em 2009 , quando fui convidado pelo Leandro Argenta, que desejava fazer algo diferente no kartismo de indoor.
2) Quais eram os primeiros eventos que ela promoveu?
O campeonato anual na melhor estrutura do Brasil, o Velopark
3) Por que transformá-la em uma empresa promotora de eventos de kart?
Porque isso seria necessário para promover eventos maiores no próprio Velopark.
4) O Rio Grande do Sul é repleto de tradição automobilística: quatro autódromos, vários kartódromos, etc. Entretanto, assim como no Brasil todo, o kartismo tem poucos adeptos. Muito, ao que se sabe, pelos custos exorbitantes em diversos campeonatos promovidos por aí. Como vê essa situação?
No kart de competição tudo é caro. Isso é devido ao conjunto de regras estabelecidas. Para mudar isso, requer um trabalho mais amplo. No Indoor sempre cito: promovemos o kartismo ‘indoor’ de competição, não comparo com eventos de karts oficiais. Mas, num evento em 2011, 23 karts ficaram no mesmo segundo na prova final, ao preço R$ 135 no evento GP Velopark, portanto deixo a pergunta: onde existe isso ?
5) Quais eventos a Amil Kart Show promove?
São vários: Track Day, Endurances, provas extras como o Festival AMILKS no interior do estado e o X Race (que unifica as duas pistas do Velopark), o campeonato anual no Velopark com mais de 150 pilotos efetivos, a Seletiva Velopark (onde temos o maior prêmio do Brasil, estimado em R$ 12 mil; onde o vencedor participa com tudo pago no KWC, mundial de kart indoor), o GP Velopark que leva o vencedor para assistir a F1. Esse ano terá novidades.
6) Qual o diferencial dessas competições para as que já existiam?
A qualidade do trabalho, o site super atualizado, a coerência e o bom senso sempre sendo perseguido. E o amor e a dedicação como é realizado. Um detalhe: nossos funcionários sempre são remunerados pelo serviço.
7) Como vê o futuro do kartismo como base para o automobilismo? Um dia voltaremos a formar pilotos em abundância?
O SKB em São Paulo tem realizado um trabalho bem bacana, mas só isso não basta. Precisa comprometimento de todos, principalmente da confederação e das FAUs de nosso esporte.
Se sentires que tem algumas questões que não tocamos nas perguntas acima, não te acanha. Coloque aqui.
Eu vejo o esporte KARTISMO mais como um vício que doutrina, mas poucos dão o devido valor à isso. Às vezes os próprios Pilotos envolvidos se desvalorizam. A frase que me deixa alucinado é: “ahh não dá bola, aqui sempre foi assim!”. Como cliente eu penso:” mas como assim ? se contenta com isso e tá bom ?”
É! Talvez seja por isso que nosso kartismo vai mal em certos locais. A conivência dos pilotos é irritante. Mas o que importa são trabalhos como esse. Mais uma vez, os parabéns ao Maurobala e ao Leandro Argenta pela iniciativa.
Mauro Rodeghiero .
Aranhas em Santa Cruz do Sul
As Spyders (entendeu o trocadilho? Hã? Hã?) dominaram o autódromo de Santa Cruz do Sul neste domingo. Assim como em março, ela recebeu a categoria, desta vez para a segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Spyder Race. Foram 14 pilotos inscritos nessa prova de endurance. A vitória ficou com Raijan Mascarello.
Como eu não fui para lá, segue um pouco do relise encaminhado pela assessoria.
Largando na pole position, Mascarello perdeu a ponta para o paulista Fernando Fortes (SP Mec) assumiu a ponta trazendo na segunda colocação Henrique Assunção (RJ Racing); Valter Pinheiro (Guerra Motorsport) saiu do fundo fazendo uma ótima largada, mas errou na curva 1 rodando sozinho.
Na categoria Spyder Race Light, Carlos Eduardo (Cesinha Competições) conseguiu manter a ponta trazendo seu companheiro de equipe e estreante no certame, Jansen Bueno. Peter Jr. (SP Mec), vencedor na abertura, caiu para a terceira colocação na largada.
Na terceira volta Fortes abandona a prova devido a uma mangueira de combustível rasgada, abrindo a primeira posição para Mascarello que havia ultrapassado Assunção. Kastropil (Autogiro) é o quarto colocado, seguido por Sergio Martinez (Autogiro) que em Santa Cruz vez seu regresso ao certame nacional de protótipos. Peter Jr. entra no box e abandona a prova, com problemas no eixo traseiro esquerdo do seu protótipo n° 18; com o abandono, o jovem piloto de apenas 17 anos perdeu também a ponta da categoria Spyder Race Light.
Carlos Eduardo que fez sua segunda prova pela categoria travou uma ótima disputa com Sergio Martinez; mesmo não valendo posição no campeonato, devido ao primeiro ser da Spyder Race Light e o segundo Spyder Race.
Na entrada do Safety Car programado, na volta 14, Mascarello passou na primeira colocação, seguido por Henrique Assunção, Ronaldo Kastropil, Carlos Eduardo (líder da Spyder Race Light), Fúlvio Marote, Jansen Bueno, Luciano Borghesi, Jefferson Leandrini, Valter Pinheiro e Beto Papazissis, que entrou no box para passar a pilotagem para seu parceiro, Humberto Santos.
Raijan Mascarello conseguiu manter a ponta na relargada, seguido por Henrique e Kastropil; Valter Pinheiro, retardatário ficou lado a lado com Assunção, dividindo a curva 1. Lutando com o carro após a troca do motor na noite de sábado, Fúlvio Marote (RJ Racing) rodou sozinho tentando acompanhar os líderes na volta 18.
Uma volta depois foi a vez de Valter Pinheiro abandonar com problemas no motor; para sair da pista o carioca foi obrigado a cruzá-la, atrapalhando o piloto Carlos Eduardo, até então líder da Spyder Race Light que perdera a ponta para Bueno.
O estreante aproveitou e abriu, mas com um carro bem equilibrado, na 21ª volta Carlos Eduardo retomou a liderança da categoria; os três pilotos da Cesinha Competições inclusive andaram muito próximos durante as últimas voltas, mas terminaram por cruzar a linha de chega com Carlos vencendo, seguido por Jansen e Borghesi.
Raijan sai de Santa Cruz do Sul com a liderança isolada do certame e vencedor das duas provas de abertura consecutivas; na Spyder Race Light, pódio dominado pela Cesinha Competições, e novo líder: Luciano Borghesi.
Após a prova, Mascarello confessou que a vitória foi mais difícil do que pareceu: “Meu carro começou a falhar desde o começo da prova, não sabíamos exatamente o que estava acontecendo ou se chegaria até o final. Mas tudo deu certo e conquistamos mais essa importante vitória rumo ao título de 2012”, finalizou o vencedor do protótipo n°15.
A próxima etapa do Campeonato Brasileiro de Spyder Race acontece no dia 27 de maio no Autódromo Internacional de Curitiba (PR).
Confira o resultado da 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Spyder Race:
1º) (15) Raijan Mascarello (MT) – Spyder Race – Guerra Motorsport
2º) (45) Henrique Assunção (SP) – Spyder Race – RJ Racing
3º) (53) Ronaldo Kastropil (SP) – Spyder Race – Autogiro
4º) (17) Carlos Eduardo (PR) – Spyder Race Light – Cesinha Competições
5º) (11) Jansen Bueno (PR) – Spyder Race Light – Cesinha Competições
6º) (45) Luciano Borghesi (PR) – Spyder Race Light – Cesinha Competições
7º) (78) Fulvio Marote (SP) – Spyder Race – RJ Racing
8º) (44) Jeferson Leandrini (SP) – Spyder Race Light – Benfica Competições
9º) (36) Alexandre Papazissis (SP) / Beto Santos (SP) – Spyder Race – RSports
Não completaram:
(06)Valter Pinheiro (RJ) – Spyder Race – Guerra Motorsport
(28) Sergio Martines (SP) – Spyder Race – Autogiro
(18) Peter Junior (SP) – Spyder Race Light – SP Mec
(32) Fernando Fortes (SP) – Spyder Race – SP Mec
(02) Matheus Tercette (MG) – Spyder Race Light – RSports
O Campeonato Brasileiro de Spyder Race tem patrocínio de Scorro, Benfica, FullPower Energy Drink, RedCoil, Minipa, SuaInternet.com e Pirelli.
João Campos, o Dominador
Quem acompanhou a carreira do gaúcho João Campos entre 2001 e 2005, na extinta Pick-Up Racing, como eu, provavelmente concordará. Dono de um perfil singular, de poucas palavras e de sinceridade em excesso, sempre demonstrou competência nas corridas. Tanto que, naquele período, conquistou todos os títulos possíveis, tornando-se bicampeão da categoria de picapes.
Falei com ele poucas vezes – ele transmite certo medo. Mas, isso não vem ao caso. O que importa é que, depois de algum tempo sem competir, o cara voltou em 2011. Foi para o campeonato da Mercedes-Benz Grand Challenge. Ao lado do filho, Márcio, conquistou o título. Mais um para a carreira
Agora, neste sábado, abriu mais uma vez o caminho para mais um título – e, quem sabe, um domínio da categoria. Na etapa de abertura do certame, dominou a prova do início ao fim no autódromo de Santa Cruz do Sul. Largou na pole-position, liderou de ponta a ponta e estabeleceu a volta mais rápida da prova. Como dizemos aqui em solo gaúcho, fez “barba, cabelo e bigode.”
Como se estivesse numa Revolução Farroupilha, outros gaúchos compuseram o pódio. Fernando Junior, da cidade anfitriã, em segundo e Carlos Kray, de Campo Bom, em quinto. Os paulistas, como sempre, foram só coadjuvantes, com Césare Merrucci e Neto de Nigris, em terceiro e quarto respectivamente. Ok, o “coadjuvantes” foi só uma piada. Não me crucifiquem.
Agora, a Sicredi poderia aproveitar a participação desse gaúcho para promover mais o banco aqui no Rio Grande do Sul, né? Afinal, gente que coopera cresce.
Depois de 18 voltas, o resultado da primeira etapa do Mercedes-Benz Grand Challenge, em Santa Cruz do Sul, foi o seguinte:
1º) João Campos (RS/RS), Sicredi Racing, 1min33s257
2º) Fernando Júnior (RS), WCR, a 5s344
3º) Cesare Marrucci (SP), Center Bus-Petrobras, a 6s854
4º) Neto de Nigris (SP), De Nigris-Europamotors, a 6s984
5º) Carlos Kray (RS), CKR Racing, a 7s467
6º) Léo de Nigris (SP), De Nigris-Europamotors, a 8s201
7º) Rubens Tilkian (SP/SP), Scuderia 111, a 8s884
8º) Renato Camargo (SP), De Nigris-Europamotors, a 17s662
9º) Humberto Santos (SP), RSports, a 19s096
10º) Beto Rossi (SP), Center Bus-Petrobras, a 22s494
NÃO COMPLETARAM
Sérgio Martinez (SP), Manelão Competições, a 1 voltas
Luiz Zappelini (SC), Rodoerre Competições, a 17 voltas
NÃO LARGOU
José Fernando Amorim Júnior (SP), Fiolux Motorsport, 1min35s633
Melhor volta: J. Campos, na 15ª, 1min34s846, média de 133,985 km/h
E essa Lotus, hein?
Quem diria. A Lotus, para mim, desencantou nesta quarta etapa da Fórmula 1. Cravou os segundo e terceiro lugares, com Kimi Raikkonen e Romain Grosjean. É demais para mim…
É demais porque a Lotus não é Lotus. É uma Genii que brigou com o Tony Fernandes para manter o nome legendário, ganhou a disputa, e há duas provas perdeu o apoio da Lotus. Mas mantém o Lotus, pelo menos nesta temporada, como nome.
Também é demais porque o Raikkonen, ao que se vê, não esqueceu como pilotar – nem como vencer. O cara é bom. Não está nem aí. Fala pouco e dirige demais. Retiro um pouco do que eu disse quando ele foi campeão em 2007 – não achava ele um piloto para levantar canecos. É, sim, um campeão. E está mostrando isso agora. Pelo menos a mim.
Sobre o Grosjean, tenho que dizer que o problema dele era o cabelão. Não fez nada direito quando tinha aquele cabelo gigante. Foi ser defenestrado da F1, ficar um ano na GP2 e cortar o cabelo. Voltou e está andando bem o rapaz. A Lotus fez muito bem em escolhê-lo – e a grana dele – em vez do Bruno Senna.
Esta foi a primeira prova que vi por completo. As outras, por serem de madrugada, me afastaram. Minha cama é mais gostosa que ficar plantado na frente da televisão. Muitas disputas, muitas ultrapassagens, um Senna que também está me fazendo repensar um pouco das críticas e um Felipe Massa que só reforça as críticas.
Enfim, sem muito o que falar. Só que essa Lotus, logo, logo, vai ganhar uma. Ou duas. Uma para cada piloto.
Sprint Race e a Sexta-Feira Santa
Sabe o que a categoria e a data cristã têm em comum? Como diria o Tadeu Schmidt no Fantástico: “Nada!”. Mas, é que hoje a nova categoria abre a primeira temporada. Em Interlagos. Depois são mais três etapas em Interlagos. Algumas em Curitiba e outras tantas em Interlagos. Nenhuma no Rio Grande do Sul. Pode isso?
Pode. E é isso que a categoria comandada pela família Marques (aquela do Thiago, Tarso e Paulo de Tarso). O campeonato, aliás, era para ser lançado na época do Speed Show, patrocinado pela Renault, sob nome de “Super Megáne”. Mas não rolou e voltou agora, alguns anos depois.
Que o campeonato tenha sucesso. Pelo menos é o que indica a primeira temporada. Confere só a lista de pilotos. Outras informações tu pode conseguir aqui.
Lista de inscritos e seus patrocinadores
#2 – Fabio Brecailo/Marcos Rossini (Sport Brazil)
#5 – Piloto convidado Sprint Race
#7 – Rodrigo Barone (Hanier)
#8 – Marco Garcia (Luv Style)
#11 – Guilherme Sperafico/Wilson Pinheiro (Itaipu)
#12 – Lucas Marotta/Lucas Finger (Buono/Gold Finger)
#14 – Gustavo Trunci/Marcelo Maioli (Shop Control)
#15 – Caito Vianna/Marcelo Rodriguez (Automondo/Incotela)
#18 – Adriano Amaral
#20 – Jorge Garcia (Cantu Pneus/Marshal/Farmacias Jader)
#21 – João Marcelo/Leonardo Medrado (775)
#37 – Lorenzo Varassin/Paulo Varassin (Itajuí)
#48 – Eduardo Serratto (Usicenter)
#77 – Eduardo Leite/Beto Cavaleiro (Hanier)
Calendário 2012
1ª etapa: 8 de abril, Interlagos
2ª etapa: 22 de abril, Interlagos
3ª etapa: 13 de maio, Interlagos
4ª etapa: 10 de junho, Interlagos
5ª etapa: 22 de julho, Curitiba
6ª etapa: 2 de setembro, Curitiba ou Interlagos
7ª etapa: 14 de outubro, Londrina
8ª etapa: 4 de novembro, Curitiba
9ª etapa: 2 de dezembro, Curitiba
10ª etapa: 22 de dezembro, Interlagos
Etapa nervosinha na Truck
Parece que os pilotos da Fórmula Truck ficaram nervosos com essa história do autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá (RJ), ser demolido para abrigar a Vila Olímpica para 2016. Resolveram dar tudo de si para, talvez, levantar o caneco como o último vencedor da categoria na pista carioca. Ou era isso, ou estavam todos com os nervos a flor da pele.

A vibração de Christian Fittipaldi durou só o sábado e alguns metros da prova de domingo. Cirino, o companheiro, forçou a barra e danificou o caminhão dos dois (Foto: Orlei Silva/Divulgação)
A começar por Wellington Cirino. Logo na largada, forçou a barra contra o companheiro-de-equipe-interino, Christian Fittipaldi. O ex-piloto da Fórmula 1 caiu diversas posições, foi aos boxes e perdeu muito tempo lá, para corrigir um problema na suspensão traseira direita. Cirino também se deu mal e abandonou a prova.
Leandro Totti assumiu a ponta, mas por pouco tempo. Com problemas no caminhão, estava lento e Danilo Dirani acabou acertando o adversário. Os dois foram aos boxes e Totti queria partir para a porrada, sendo segurado pelos membros da equipe.

O gaúcho Régis Boéssio não teve sorte. Abandonou a prova na 24ª volta (Foto: Orlei Silva/Divulgação)
Daí foi a vez de Beto Monteiro assumir a ponta e não sair mais de lá. Completou 34 voltas da prova em 1h01min02,6 segundos, em uma média de 102,49km/h. Atrás dele, Roberval Andrade, André Marques, Renato Martins e Leandro Reis. O gaúcho Régis Boéssio não teve tanta sorte.
Quando disputava um lugar ao pódio, viu o caminhão perder rendimento. Acabou abandonando a 11 voltas do fim.
A próxima prova está marcada para o dia 6 de maio, em Caruaru. É o momendo da galera beber umas cervejas para acalmar os ânimos.
Confira o resultado
1º) 88 – Beto Monteiro (I, PE), 34 voltas em 1:01:02.614 (média de 102,49 km/h)
2º) 15 – Roberval Andrade (S , SP), a 8.804
3º) 77 – André Marques (W , SP), a 10.648
4º) 9 – Renato Martins (W , SP), a 10.964
5º) 51 – Leandro Reis (S , GO), a 12.107
6º) 55 – Paulo Salustiano (V , SP), a 13.895
7º) 4 – Felipe Giaffone (W , SP), a 14.113
8º) 14 – João Maistro (V , PR), a 40.878
9º) 7 – Debora Rodrigues (W , SP), a 53.136
10º) 2 – Valmir Benavides (I , SP), a 1:12.160
11º) 20 – Pedro Muffato (S , PR), a 1:12.657
12º) 99 – Luiz Lopes (M , SP), a 1:19.904
13º) 32 – Luiz Pucci (V , RA), a 10 voltas
14º) 8 – Adalberto Jardim (W , SP), a 11 voltas
15º) 6 – Wellington Cirino (M , PR), a 11 voltas
16º) 12 – Zé Maria Reis (S , GO), a 12 voltas
17º) 83 – Regis Boessio (M , SP), a 15 voltas
18º) 43 – Pedro Gomes (F , SP), a 18 voltas
19º) 3 – Christian Fittipaldi (M , SP), a 21 voltas
20º) 70 – Danilo Dirani (F , SP), a 24 voltas
21º) 11 – Diumar Bueno (V , PR), a 26 voltas
22º) 50 – Fred Marinelli (I , PR), a 26 voltas
23º) 73 – Leandro Totti (M , PR), a 28 voltas
Melhor Volta: Felipe Giaffone, 1:33.981 (117,48 km/h)
Ciao, Massa
Que eu nunca fui fã do Felipe Massa, todo mundo sabe. Ou deveria saber. Foi demitido da Sauber no primeiro ano na Fórmula 1, em 2002, por não trazer resultados. Apadrinhado pela Ferrari, apanhou do alemão Nick Heidfeld.
Ficou um ano fora da categoria, como piloto de testes da Ferrari. Voltou à Sauber, como um trampolim, até ser chamado pela Ferrari para substituir outro brasileiro: Rubens Barrichello.
Massa fez corridas memoráveis? Fez. Aquela em 2008, que só não lhe rendeu o título porque os pneus de Timo Glock, de Toyota, não aguentou a chuva. Mas, parece que foi um lapso. Aquela corrida e algumas outras e deu.
Alguém vai dizer “Ah, mas em 2009, na Hungria, aquele acidente…”. Sim, aquele acidente feio. Aquela mola pegando na cabeça do moleque, coma induzido, e tal. Foi feia a pegada e não há de negar. Mas vale lembrar que, muito antes daquilo, o Massa fazia corridas mais ou menos.
O brasileiro, infelizmente, não soube segurar a equipe quando teve possibilidade. Saiu das asinhas de Michael Schumacher (aposentado) e podia mandar na equipe italiana. Só que um tal de Kimi Raikkonen fez o serviço como um mineirinho: comeu pelas beiradas e levou o título em 2007.
Quando Alonso chegou na equipe, o que aconteceu? O espanhol começou a mandar. Simples? Não. Dinheiro? Em parte, sim. Mas pela competência. Pela capacidade. Pela genialidade. E Massa se mostra que não sabe trabalhar sobre pressão. Talvez uma nova equipe cale a minha boca.
Ou uma nova categoria. Vai saber.
Sou fã de Rubens Barrichello
Não sou como muitos aficionados por automobilismo, que se consideram fanáticos pelo Ayrton Senna. Reconheço a história e o legado deixado pelo tricampeão mundial de Fórmula 1, mas não posso me considerar fã de uma pessoa que eu nem acompanhei a carreira. É isso mesmo, não acompanhei a carreira do Senna, mesmo sendo um apaixonado por automobilismo como sou.
Digo isso de boca cheia porque o brasileiro morreu quando eu tinha dez anos. Estava em um acampamento e, com dez anos, tava recém aprendendo o que era viver – ao contrário de muito moleque que, com dez anos, já é praticamente pai. E também porque muitos desses fãs de Senna nunca viram o cara correr. Se baseiam apenas no que dizem os jornais, revistas e documentários. Nasceram no ano ou anos depois da morte do mito esportivo.
Nada contra, apenas tento ser racional. A minha racionalidade diz que não tenho como ser fã de alguém que não acompanhei a carreira.
Agora, acompanhei praticamente toda a carreira do Rubens Barrichello na Fórmula 1. A partir da morte do Senna, caí na onda global e assumi que o outro brasileiro era o nosso novo campeão mundial da categoria. Eu e ele caímos – e alguns milhões de pessoas.
Vi praticamente todas as corridas entre 1995 e 2009. Acordava cedo para ver o quão longe esse carinha conseguia ir. Muitas vezes me decepcionei, mas quem diz que nossos ídolos não cometem falhas? A maior falha dele foi assumir algo que não tinha capacidade. Mas não me deixei vencer por isso.
Me emocionei diversas vezes com esse “brasileirinho contra esse mundão todo”, mesmo não acreditando que o mundo era contra ele – mas sim ele mesmo era o próprio inimigo. Como quando ele conquistou a segunda posição em 1998, quando deveria ser o vencedor no lugar do companheiro de equipe, Johnny Herbert.
Quando o cara foi para a Ferrari, achei que agora ia. Não foi. Mas fez coisas espetaculares. Quem aqui vai negar que a primeira vitória dele, na Alemanha, não foi emocionante? Podem dizer o que quiserem como “Ah, mas o Schumacher saiu da pista…” E daí? Por acaso, todas as vitórias do Ayrton Senna ocorreram só por méritos dele? Nenhum piloto que estava à sua frente saiu da pista por alguma besteira?
Chorei com aquela vitória. Com aquela audácia de sair na 18ª posição e ultrapassar meio mundo. De liderar diversas voltas com a pista meio molhada e meio seca. Uma das maiores vitórias da categoria, que poucas pessoas reconhecem só porque o Barrichello fala demais.
Ou vai dizer que você também não ficou irritado quando, em 2001, ele cedeu a vitória para Schumacher na última curva? Com aquele “hoje não!” do Cléber Machado se transformando em “Hoje sim”, em tom melancólico? Não vaiou o alemão – e a tiracolo o brasileiro – por ter nos tornado um idiota no meio de milhões de espectadores?
Repito. Quem disse que nossos ídolos não fazem besteira?
Sim, me decepcionei diversas vezes com este carinha, mas e daí? Em 2009 ele retomou tudo. Conseguiu, com a Brawn, conquistar algumas vitórias. E olha que era um cara dado como aposentado. Não rolou. Calou a boca de muita gente, mas mesmo assim, essa galerinha aproveitou qualquer falha para dizer “eu falei que esse cara era um bosta.”
É! Um bosta que durou 19 anos na categoria máxima do automobilismo. Um bosta que derrotou o melhor de todos os tempos – no quesito números – algumas vezes. Um bosta que até hoje é respeitado pelos aficionados por esporte do mundo todo, menos aqui no Brasil, em que só prestam aqueles que são vencedores.
Agora esse cara tem tudo para dar certo. Está quase confirmado na Fórmula Indy neste ano. Todos se surpreenderam com as voltas que deu em Sebring e, neste fim de semana, tem algumas voltinhas para dar na KV Racing – equipe do amigo-irmão Tony Kanaan.
Tem como não ser fã desse cara? A mim, não.
Como nossos pais
A maioria mal sabe escrever direito. Ainda estão na idade de ver desenhos animados, acordar cedo para ir no colégio e brincar nos pátios das creches. Precisam de ajuda para se vestir, escolher as roupas, quiçá tomar banho. Mas, em alguns finais de semana, atuam como se fossem gente grande.
Invocam a Elis Regina involuntariamente – já que nem conhecem a filha desta cantora, imagina a própria – e seguem “como nossos pais”. Sim, porque alguém teve que incentivá-los e a paixão, normalmente, é seguida pela carreira do pai.
São os pequenos pilotos. No Campeonato Centro-Serra de Veloterra, disputado em Roca Sales no último domingo, foram cinco participantes: três nas motinhos de 55cc, que não têm nem marcha; e dois na 65cc, estas já com marcha. A timidez quase os impede de conversarem, mas quando conversam, não saem mais do que três palavras. Grande parte das frases são constituídas de “é bom” e “porque e legal”.
Os pais ajudam com a vestimenta. Coloca caneleira, protetor de peito, macacão, joelheira. Os pequenos parecem superastros do supercross. Só falta aparecer um dos patrocinadores oferecendo comida e água. Na verdade, quem faz isso são os paitrocinadores.
Nada os impede de se divertirem. Mas a diversão não faz parte do vocabulário. Atuam como gente grande no circuito. Aceleram, ultrapassam, e sabem o momento de dosar o equipamento. Afinal, outras etapas vêm por aí e quanto menos tiver que gastar na revisão, melhor.















