Outras
- February 7, 2010
Ironias do destino
Dois mil e dez é um ano de comemoração para o automobilismo gaúcho. No dia 8 de novembro, o Autódromo Internacional de Tarumã completará 40 anos de existência. Aquele autódromo que todos dizem ter um traçado maravilhoso, rápido e desafiador. Aquele autódromo que marcou o início da considerada a maior categoria do automobilismo nacional: a Stock Car Brasil. Aquele autódromo de corridas marcantes, seja por momentos felizes, seja por momentos tristes – como esquecer da trágica morte de Pedro Carneiro Pereira, em plena reta de Tarumã?
Quarenta longos anos. Anos de tradição, como as 12 horas de Tarumã. Anos de reconhecimento, como receber provas de cunho internacional, como o GP de Fórmula 2, em 1971. Não é sempre que o Rio Grande do Sul abriga nomes como Graham Hill, Ronnie Peterson, Emerson e Wilson Fittipaldi.
Dois mil e dez deveria ser o ano de comemoração. Aliás, vai ser, mas sem aquele brilho que todos esperavam. Por ironia do destino, o Velopark inaugura o traçado de seu autódromo ainda este ano. Ano em que a Stock Car deveria prestar homenagem ao autódromo, mas que terá a corrida gaúcha no complexo esportivo localizado em Nova Santa Rita.
Mas, com certeza, em 2020 a comemoração será mais bonita. Serão 50 anos. Que, até lá, Tarumã não fique parada no tempo e se atualize. Não será nada bom para a história completar meio século praticamente às moscas.




