Archive for November, 2009

Rei das pistas

É nessas horas que eu vejo como ter me distanciado do kartismo amador me atrapalhou bastante. O Velopark iniciou as atividades em maio de 2008, com a inauguração do kartódromo. A cada ano que passa, uma novidade surpreendente. Para o final de 2009, tem uma bem bacana, que me dá raiva de estar enferrujado: o Rei das Pistas.

Segundo meu amigo Pietro Perizzollo, que vai competir no evento, trata-se de uma competição em que terão cerca de 60 pilotos em cinco categorias: Pró 400, 125 cc, Shifter, Fireball e VK 400 (karts de aluguel). Os 12 finalistas, até onde entendi nessa notícia, farão parte da inauguração da pista oval que o complexo automobilístico terá em breve.

O melhor de tudo está na premiação final. Ao que fui informado pelo Pietro, o vencedor do Oval receberá R$ 5.000,00 em cash. Faz tempo que não se vê isso nas terras gaúchas – com exceção da Copa Excelsior 55 anos, que deu R$ 1.000,00 pro vencedor da prova.

E aí, vai encarar? Entra no site e te inscreve.

Piloto estreia capotando

O piloto Eduardo Tomedi viveu dois momentos distintos na sua estreia como piloto de competição. Primeiro, foi a euforia de sentar a bunda no Corsa de número 110, patrocinado pelo seu site, o Curva 1. Nada como ouvir o ronco do motor, soltar a embreagem, engrenar a primeira, fazer a Curva 1 do autódromo de Tarumã com o pé quase embaixo, Contornar a Curva 2, seguindo com uma leve guinada para a direita na Curva 3. Frear e reduzir bastante na Curva do Laço e se preparar para uma curva com duas pernas para a direita, como é o caso da Tala Larga. Concluir a primeira volta após contornar as duas últimas para a esquerda e subir a reta principal com o máximo de velocidade para, assim, fazer tudo de novo por cerca de 20 minutos.

Tomedi fez isso até perder o controle do seu corsa na curva que nomeia o seu site. O carro foi para as britas e, depois de saltitar igual a uma gazela feliz, ficou de rodas para o ar. “Na verdade, eu tive sorte quando o carro capotou”, explicou o piloto em entrevista exclusiva ao Cockpit Gaúcho. “O carro começou a rodar e eu só tive tempo de ficar com as mãos no volante, esperando a batida. Eu ia bater com o meu lado nos pneus se o carro não virasse”, desabafou.

O gaúcho, de 25 anos, saiu do carro ileso, apenas um pouco tonto por causa da porrada. Apesar de nada ter sofrido, não competiu na segunda bateria. Preferiu prevenir do que remediar.

Sucesso na próxima.

Nascar e seus carrinhos de papel

A Nascar é conhecida por ser uma categoria competitiva e cheia de porrada. Faz sucesso mais pela porrada do que pela emoção dos circuitos ovais. Tem algumas pistas que as provas são cansativas de ver e que os vencedores levam o caneco com mais de cinco segundos de diferença. Praticamente uma Fórmula 1.

Mas em outros circuitos a emoção é muito grande. Daytona e Talladega são superspeedways, onde os pilotos ficam mais tempo com o pé no acelerador do que no freio. Aliás, pisam no pedal entre o acelerador e a embreagem apenas quando entram nos boxes. Acredito que nem quando rodam param de acelerar. Então é todo mundo junto, altas esfregações e pilotos indo às alturas.

O problema é que, ao que parece, os carros são feitos de papel. Na última prova da categora, na própria Talladega, Ryan Newman foi tocado por um adversário, rodou, capotou e saiu ileso. Mas a forma como o carro voou foi estranha. Dá uma conferida.

E aí? É ou não é de papel?