Archive for June, 2009

Gaúcho volta à Stock Car

Ele faz 39 anos no dia 8 de novembro. Quatorze dias depois da data de aniversário, estará de volta ao circo da Copa Genéricos de Stock Car. Não, não estou falando de nenhum piloto. É um circuito. O tradicional circuito de Tarumã, localizado em Viamão, próximo à Porto Alegre, aqui no Rio Grande do Sul.

Neste ano ele seria substituído pelo novíssimo autódromo do Velopark. Porém, a crise afetou a programação de conclusão das obras e a pista não estará pronta até o dia 22 de novembro. Apesar de Tarumã estar meio capenguinha, com pouca estrutura para receber todas as categorias do grupo Stock Car – Principal, Vicar, Jr. e Pick-Up -, não deve ser descartada nunca como palco para provas com emoção.

O traçado é curto. Para fazer ultrapassagens, é preciso ter culhão. Muitos reclamam da proximidade das muretas de proteção e tal. Imagino eles correndo em um oval, em que o muro está sempre ali, do lado. Segurança? Ok, pode não ser das mais eficientes, mas isso vem, também, do carro, não?

Enfim, Tarumã volta de onde nunca deveria ter saído. O que é preciso é aumentar o espaço. Receber provas importantes está cada vez mais difícil.

Cuma?

Faz tempo que não falo de automobilismo gaúcho aqui nesse espaço. Esse ano não fui nenhuma vez a Tarumã por diversos motivos – primeiro, falta de grana, depois porque me mudei de cidade por causa do emprego, e agora porque não tenho como me deslocar. Mas continuo recebendo as informações.

Hoje foi realizada a segunda etapa do Gaúcho de Marcas e Pilotos, em Guaporé. E, pela segunda vez consecutiva, mais de 40 carros no grid. O que é muito bom, se formos pensar naquela lenga-lenga de crise mundial, que ninguém quer patrocinar ninguém, coisa e tal, tal e coisa. Só em Guaporé foram 44 carros alinhados. Ano passado, o máximo que teve, foi de 39.

A vitória ficou com os Eduardos Brigoni e Fagundes, do Uno 77.

Tá ficando chato, já

Acompanhar a Fórmula 1 está ficando chato. Aliás, faz tempo que penso assim: acordar domingo pela manhã – ou na madrugada, dependendo do local da prova – é um saco. As corridas são quase sempre previsíveis. Quem larga na ponta não perde, a não ser que faça uma bobagem. Quando na ponta, não é ameaçado, porque os pilotos não gostam de arriscar quando estão nas primeiras posições – só quando estão nas intermediárias, e olhe lá.

Nesse domingo não foi diferente. Poucos duvidavam que Sebastien Vettel, da Red Bull Racing, não cometeria erros nas primeiras voltas. Também, não acreditavam que o guri dispararia mesmo tendo o carro mais pesado dos dez primeiros. O alemãozinho fez os dois e, em momento algum, foi ameaçado. Rubens Barrichello tentou no início, mas perdeu a batalha na primeira curva e viu o monoposto azulzinho sumir na frente e um embutido em sua traseira.

Vettel venceu. Está a dois pontos de Barrichello, o segundo. Jenson Butto, o líder do campeonato, foi choco. Terminou na sexta posição. Enfim, a corrida foi chata – como a da Turquia, como a de Mônaco, como a de Barcelona, como as anteriores, exceto a da Austrália.

Assim como é chato sempre ter uma desculpa para o desempenho de Barrichello. Ou são os freios, ou é a equipe que é bobalhona e muda a estratégia do companheiro e a dele é mantida, ou são os adversários. Dessa vez, foi a dor nas costas. Gosto do brasileiro. Acho ele um dos melhores pilotos da Fórmula 1 da atualidade. Mas está cada vez mais chato acompanhar essas desculpas – verdadeiras ou não. Ainda tenho fé que ele vá vencer nesta temporada.

O que é chato, também, é a minha ausência desse blog. Mas um dia eu retomo as atividades. Ou não. Eu gosto de ser chato.