Posted by Rodrigo Dias on
May 24, 2009
Dá-lhe Helinho
Porto Alegre (ele ficou um tempo sem correr, e eu sem escrever) – Não vi toda a edição 2009 das 500 milhas de Indianápolis. Na verdade, foram 40 voltas. Depois dormi porque acho corridas em oval um saco. Mas não posso deixar de parabenizar o feito de Helio Castro Neves.
Depois de quase ser preso por conta do fisco americano, o cara deu a volta por cima. Marcou pole e venceu a prova. Tá, contou com a sorte de uma bandeira amarela no finalzinho, mas a sorte está ao lado dos competentes, né?
E o choro dele foi comovente. Só quem passou por algo daquele tipo deve entender o que ele sentiu com aquele choro-desabafo.
Deve ter bebido aquele leite sem chocolate em pó com gosto.
Posted by Rodrigo Dias on
May 5, 2009
O que eu tava fazendo em 1º de maio de 1994?
Porto Alegre (só para ser diferente dos outros) – Lembro pouca coisa desse dia. Estava em um acampamento. Eu tinha 10 anos. Era lobinho do Grupo Escoteiro Charruas, de Porto Alegre. Usava aquele uniforme azul, com meias cinzas e tênis preto. Ah! E um boné azul com listras amarelas, com duas estrelinhas fixadas na parte da frente dele.Não lembro qual o motivo do acampamento. Lembro, apenas, que estava acampando.
A mãe de uma das minhas amiguinhas chegou para mim e comentou “O Ayrton Senna morreu”. Dei de ombros. Naquele momento, apesar de gostar de automobilismo, não liguei o nome Ayrton Senna à Fórmula 1. Estava mais preocupado com o acampamento com as brincadeiras que fizemos. E as outras crianças também pareciam não estar nem aí. Afinal, todo mundo morre todo dia. O “tal” do Ayrton Senna seria só mais um.
Só me liguei qual Ayrton estavam falando quando vi o Fantástico daquele dia. Sandra Annemberg era a apresentadora, se eu não me engano. Falou com a voz embargada que o tricampeão mundial de Fórmula 1, considerado o Deus das pistas, tinha batido feio na Tamburello e que havia deixado o mundo dos vivos. Estava claro que ela tentava engolir o choro – que, se não me engano, não conseguiu.
Em pouco tempo, mostraram flashes de outros telejornais do mundo falando da tragédia. E, também se não me engano, uma imagem do Ayrton Senna, com o uniforme vermelho da McLaren, estava atrás dos apresentadores. Fiquei chateado, mas mesmo assim não fiquei com todo aquele chororô. A primeira coisa que pensei foi “Pelo menos esse aí morreu fazendo o que gostava”.
Quando houve a transmissão ao vivo do enterro do piloto, o cortejo e aquelas coisas todas, é que tomei conhecimento do fato até um tanto histórico que eu havia perdido. Mas, naquele tempo, eu estava mais preocupado com a minha vida escoteira do que com o automobilismo. Afinal, meu avô, quem me deu esse vício, havia falecido 7 anos antes, e tudo ficou sem graça.



