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November 23, 2008
Matheus Stumpf: “Foi bom pelo aprendizado”
Porto Alegre (tamo ficando grande) – O que tu dirias caso sentasse pela primeira vez que se sentasse em um carro de corrida? Provavelmente um “Ducaralhu, tio!”. Lógico, isso partindo do pressuposto que não és piloto e o máximo que chegou perto de uma pista real foi correr de simulador. Aí o que fazes? Dá algumas voltas para sentir qual é a da bagaça e depois conta para todo mundo, não? Bem, é o que eu faria.
Mas não foi o que fez o piloto gaúcho Matheus Stumpf. Campeão do Gaúcho de Fórmula 1.6 ano passado, mostrou que piloto que é piloto compete até de charrete. Foi para a GT3, onde corre com um Dodge Viper e compete com pilotos de grande renome nos cenários nacional e mundial – a não ser que não consideres Emerson Fittipaldi e Ingo Hofmann grandes coisas. Mas parece que o guri de Caxias do Sul não se sentiu muito a vontade e tentou um novo ar neste fim-de-semana: correu pela primeira vez com os protótipos da Copa WebMotors de Pick-Up Racing – ou, simplesmente, Pick-Up Racing.
E o que ele achou de tudo isso? “Foi bom pelo aprendizado”. “Fui para a corrida e tinha dado seis voltas no carro. Imagina, não tinha noção nenhuma do comportamento do carro”, conta o piloto, que acrescentou “ainda fiz milagre: o carro estava falhando, sem direção hidráulica e a asa traseira estava caindo”. Porém, fez o mea-culpa. “Eu bati na classificação. Estava na chuva, de pneus slick e sem limpdor de pára-brisa. Ou seja, eu pedi”.
Acostumado com o Dodge Viper da GT3 Brasil, é possível dizer que Matheus Stumpf estranhou um pouco competir com os chassis tubulares da família Stock Car. “O carro é inferior aos da GT3, a tocada é totalmente diferente, mas para os padrões brasileiros é bom”, salientou. O caxiense acredita que, com os chassis para a temporada 2009, será mais divertido pilotar pelas bandas da Stock Car. “Ele tem muito mais tecnologia, o que vai melhorar muito em termos de competição”, afirmou. “Mas o motor é que podia ser menos barulhento: meus ouvidos estão zunindo até agora”, brincou o guri de 19 anos.
Quem tinha dúvidas do porquê de Matheus Stumpf escolher a GT3 Brasil em vez de uma categoria de fórmula, não precisa ser muito gênio para responder. Não bastasse a carência de campeonatos de monopostos no país, o investimento é muito alto para os padrões brasileiros. “A Fórmula 3 é muito mais cara que a GT3 Brasil. Conseguir patrocínio, dizendo que tu estás correndo com um Viper, é bem mais fácil, tanto pelo carro quanto pelo espaço que tens para mostrar o apoio”, ressalta.
E aquele ditado que diz “Toda a tenteada é válida” pode ser aplicada após este teste de Matheus Stumpf. O piloto gaúcho não descarta a hipótese de competir de picape no próximo ano.
Fotos: Arquivo do piloto e Miguel Costa Jr., respectivamente
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November 23, 2008
Sondermann soberano na Pick-Up
Porto Alegre (porrada do início ao fim) – O paulista Gustavo Sondermann, que conquistou o título de forma antecipada na etapa anterior, foi soberano na penúltima etapa da Copa WebMotors de Pick-Up Racing. Disputada no autódromo de Tarumã, porém, não teve muita facilidade para levantar mais uma vez o caneco de primeiro lugar da prova.No início, parecia que Sondermann levaria a taça de forma fácil. Largou na pole e abria vantagem a cada giro contabilizado.
Enquanto isso, nem tão atrás do paulista a peleia tava braba. O gaúcho Vitor Genz aproveitou o início para pular, ainda na primeira curva, do quinto para o terceiro posto. Ao entrar na Curva do Laço, Genz foi ultrapassado por Paulo Salustiano – aquele do antidopping, lembra? – que não abriu a porteira. O gaúcho continuou na luta, acabou tocando o adversário e destruiu a dianteira de sua pick-up. Resultado: foi aos boxes e de lá não saiu.
Outro gaúcho mostrou que não estava para brincadeira. Rafael Iserhard saiu na sétima posição e na quarta volta assumiu o terceiro posto. Porém, o carro não estava no páreo contra os líderes Sondermann e Salustiano, mantendo-se no “posto de bronze” até o fim da corrida. O que se viu, daí por diante, foi um show de rodadas e de toques, mas nada que tenha tirado o brilho da prova.
Na ponta, Salustiano começou a diminuir a desvantagem que tinha de Sondermann. Algumas metros atrás, três pilotos brigavam palmo-a-palo pela quinta posição. Pelos postos intermediários, então, a disputa era mais intensa. Carlos Kray, por exemplo, recebeu um toque de Marlon Watanabe quando contornava a Curva 1 na 11ª volta.
Felipe Lapenna, Thiago Riberi e Marcos Ramalho foram os destaques da prova, ao protagonizarem um duelo interessante ainda pelo quinto posto. Toca daqui, ultrapassa dali, beija traseira do carro adversário lá. Foi assim até o 19º giro, quando Lapenna e Ramalho se enroscaram – ambos avariando a carenagem do carro. Porém, quem levou a pior foi Lapenna, que abandonou a prova.
Sondermann continuava abrindo quando teve que interromper a brincadeira: Anderson Toso e Marcel Wolfart se enroscaram na Curva do Laço na 22ª volta. Como a roda traseira esquerda de Toso quebrou, o carro ficou parado em lugar perigoso, chamando o Safety-Car para dar umas voltinhas.
Mesmo com Salustiano atrás, Sondermann conseguiu conter o ímpeto do adversário. Mas a felicidade não durou muito. Aluizio Coelho viu o capô do seu motor voar logo depois de começar a subir a reta principal, e lá foi o Safety-Car dar mais uma conferida na pista, após o 26º giro.
Duas voltas depois foi dada a largada, mas Sondermann mostrou porque é o campeão e não tomou conhecimento do adversário. Venceu, com Salustiano em segundo e Iserhard em terceiro.
E os gaúchos?
Quem imaginava que os gaúchos se dariam bem neste ano, como eu, se enganou. Em todas as provas, apenas Vitor Genz e Rafael Iserhard deram um pouco de trabalho aos adversários, enquanto os demais quase nem cócegas faziam. E quem apostava no tradicionalismo gaúcho, também deu com os burros n’água.
Genz tinha tudo para fazer uma bela prova, mas a panca inicial acabou com todas as suas chances. Anderson Toso disputava a oitava posição, até se enroscar com Wolfart. Carlos Kray manteve-se na pista, mas se enroscou com um adversário e só figurou entre os dez primeiros após a série de abandonos. Eduardo Heinen, que contava com a experiência e com a vitória no ano passado, não passou do décimo lugar, com uma volta de desvantagem. E Matheus Stumpf, que brilha na GT3, não repetiu o desempenho ao correr em casa, mas merece um desconto: é a primeira vez dele neste protótipo.
A gauchada teve de se contentar com o desempenho de Iserhard, que teve calma o suficiente para se manter entre os três primeiros.
O resultado foi o seguinte, guapo:
1º) Gustavo Sondermann (CH, SP), 29 voltas em 38:31.223 (média de 136.23 km/h)
2º) Paulo Salustiano (CH, SP), a 0.623
3º) Rafael Iserhard (MI, RS), a 1.676
4º) Marcos Ramalho (CH, MS), a 2.812
5º) Thiago Riberi (CH, SP), a 3.679
6º) Marcel Wolfart (MI, SC), a 4.003
7º) Kau Machado (CH, PR), a 5.318
8º) Carlos Kray (MI, RS), a 5.532
9º) Marlon Watanabe (MI, PR), a 8.740
10º) Eduardo Heinen (CH, RS), a 1 volta
11º) Dudu Massa (CH, SP), a 1 volta
12º) Mateus Stumpf (MI, RS), a 2 voltas
13º) Aluizio Coelho (MI, SP), a 3 voltas
14º) Anderson Toso (MI, RS), a 7 voltas
15º) Felipe Lapenna (CH, SP), a 10 voltas
16º) Franklin Trupel (CH, SC), a 19 voltas
Fotos: Luca Bassani e Wanderley Soares
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November 23, 2008
Cacá Bueno vence melhor corrida da categoria
Porto Alegre (sim, gaúcho se acha) – Bastou a Copa Genéricos de Stock Car pisar em solo gaúcho para ter uma das melhores – senão a melhor – provas da temporada. Se na etapa anterior os internautas disseram, no site oficial da categoria, que a corrida foi a melhor da temporada, provavelmente a disputada neste domingo no autódromo de Tarumã, na região metropolitana de Porto Alegre, ganhará com unanimidade.
Muitos acreditavam que a tradicional pista gaúcha, que completou 38 anos no dia 8 deste mês, era de difícil ultrapassagem. Porém, os pilotos mostraram que, superar adversários, é preciso querer também. Prova disso é a primeira volta da corrida.
Ricardo Maurício, líder da temporada, largou na pole e manteve a ponta. Seu companheiro de equipe, Marcos Gomes – o vice líder -, saiu na terceira para, em poucos metros, assumir a segunda colocação. Porém, algumas curvas depois, mais precisamente na saída do Tala Larga, Cacá Bueno colocou a faca nos dentes e assumiu a segunda posição.
Quem imaginava que a prova seria assim, não se enganou. Mas, apesar das características do circuito – pista estreita e curta – a ponta teve boas brigas pela liderança, ainda mais no fim da prova.
Antônio Jorge Neto, então quarto colocado, foi o primeiro a beijar o muro. Na quinta volta, após sair da Curva 1, tocou a zebra, o carro ricocheteou e foi para o concreto. Com isso, Thiago Camilo, que largara em quarto e perdera posições, assumiu o posto perdido por Neto para iniciar a batalha por um lugar ao sol.
Durante dez voltas, o que o público viu foi Ricardo Maurício se distanciar e os segundo, terceiro e quarto colocados manterem-se em fila indiana, porém próximos um do outro. A situação começou a mudar na 14ª volta, quando os boxes foram abertos.
Cacá Bueno e Marcos Gomes fizeram uma aposta ousada. Enquanto Maurício e Camilo apenas reabasteceram, os outros dois resolveram trocar pneus, já que o desgaste na pista gaúcha é muito grande.
Treze voltas depois, Maurício tomou vento no pára-brisas novamente, ao reassumir a ponta, com Thiago Camilo em segundo. Porém, quem trocou os pneus se deu melhor. Cacá e Marcos Gomes eram os mais rápidos da pista e não tardaram muito a chegar nos líderes.
Em três voltas, Cacá pulou de terceiro para primeiro. Sete voltas depois – 37º giro, para os chatos – Marcos Gomes chegou em Ricardo Maurício, protagonizando a melhor batalha por posições da prova – que a televisão mostrou, claro. Gomes pegou o vácuo e, por fora, colocou o carro ao lado do companheiro de equipe ainda na Curva 1, mas sem sucesso. Porém, foi a partir da saída da Curva 2 que a briga começou a esquentar.
Vários toques, Gomes deu um pequeno salto na entrada da Curva 3 para, no laço, assumir a segunda posição. Depois disso, nada demais na ponta aconteceu.
A prova gaúcha mostrou que o velho ditado “não tá morto quem peleia” funciona não só para quem é da terrinha farrapa. Marcos Gomes poderia perder o título caso o companheiro de equipe vencesse e ele chegasse após o 11º. Não perdeu o título e, ainda por cima, diminuiu a vantagem.
Cacá Bueno venceu, seguido de Gomes, Maurício e Camilo. Com o resultado, Maurício segue líder, apenas um ponto à frente de Gomes.
Resultado da 11ª etapa:
1º) Cacá Bueno (ML, RJ), 43 voltas em 50:42.898 (média de 153.43 km/h)
2º) Marcos Gomes (CA, SP), a 6.780
3º) Ricardo Mauricio (P3, SP), a 9.795
4º) Thiago Camilo (CA, SP), a 11.337
5º) Valdeno Brito (CA, PB), a 17.339
6º) Alceu Feldmann (CA, PR), a 34.538
7º) Luciano Burti (P3, SP), a 34.752
8º) Rodrigo Sperafico (ML, PR), a 42.690
9º) Thiago Marques (P3, PR), a 42.726
10º) Nonô Figueiredo (ML, SP), a 48.127
11º) Ingo Hoffmann (ML, SP), a 50.259
12º) Duda Pamplona (ML, RJ), a 50.288
13º) Juliano Moro (ML, RS), a 51.439
14º) Pedro Gomes (P3, SP), a 57.179
15º) Lico Kaesemodel (ML, PR), a 57.214
16º) Guto Negrão (CA, SP), a 57.719
17º) Daniel Serra (CA, SP), a 57.898
18º) Ricardo Zonta (P3, PR), a 59.287
19º) Ruben Fontes (P3, GO), a 1:00.254
20º) Norberto Gresse (P3, SP), a 1:05.122
21º) Mario Romancini (CA, SP), a 1:27.867
22º) Ricardo Sperafico (P3, PR), a 1 volta
23º) Felipe Maluhy (ML, SP), a 1 volta
24º) Tarso Marques (P3, PR), a 1 volta
25º) Giuliano Losacco (P3, SP), a 1 volta
26º) Andre Bragantini (P3, SP), a 1 volta
27º) Allam Khodair (CA, SP), a 4 voltas
28º) Hoover Orsi (CA, MS), a 5 voltas
29º) Atila Abreu (P3, SP), a 8 voltas
30º) Antonio Jorge Neto (ML, SP), a 9 voltas
31º) David Muffato (P3, PR), a 11 voltas
32º) William Starostik (P3, SP), a 27 voltas
33º) Popó Bueno (CA, RJ), a 38 voltas
Foto: Tazio
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November 20, 2008
Intercâmbio Rio Grande do Sul-Paraná
Porto Alegre (Sul Brasileiro em 2009? É possível) – Faz um tempo que existe a idéia de fazer um campeonato Sul Brasileiro de Marcas e Pilotos. Se antes não passava de mera especulação, agora parece estar próximo de se tornar realidade. Isso porque alguns pilotos do certame gaúcho já estão a caminho de Curitiba para competir com os paranaenses do Metropolitano de Marcas. A experiência será realizada neste fim-de-semana.
O presidente da APPA/RS, Urbano da Silva, que organiza o campeonato dos pampas, recebeu o convite dos paranaenses meio que de última hora. “Vamos nos sentar e conversar, a proposta que temos é a realização de 4 etapas já em 2009, em datas que coincidam com nossos regionais para a diminuição de custos”, disse.
A caravana gaúcha é composta por sete pilotos – Wilson Virardi Jr. (Corsa 11), Darci Werner (Uno 33), Luiz Carlos Ribeiro (Uno 44), Urbano da Silva e Fabiano Cardoso (Celta 45), e Waldir Bianchesi (Corsa 47). Os demais não participarão pelo simples fato de estarem envolvidos com as 12 Horas de Tarumã.
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November 19, 2008
TC 2000 no Rio Grande do Sul?
Porto Alegre (e tem gente que odeia os hermanos) – É isso aí amiguinho. Existe a possibilidade da categoria argentina de turismo, a TC 2000, vir para o Rio Grande do Sul. Segundo uma fonte – sim, eu tenho fontes, apesar de algumas pessoas não acreditarem nisso =D – a vinda do certame dos hermanos pode fazer parte da inauguração do autódromo do Velopark.
E quando está prevista a inauguração? A fonte revela que “a estréia” está prevista para o fim de novembro. Curiosamente, para o fim de novembro está marcada a penúltima etapa da Copa Genéricos de Stock Car da temporada 2009. Ou seja, a vinda da categoria TC 2000 faria parte daquele intercâmbio já conhecido da categoria nacional, só que, em vez de Curitiba, pode ser Nova Santa Rita.
Dá uma conferida no calendário 2009 e torce para que isso ocorra:
1ª Etapa – São Paulo – 29/03
2ª Etapa – Curitiba – 12/04
3ª Etapa – Brasília – 03/05
4ª Etapa – Santa Cruz – 17/05
5ª Etapa – Salvador/Alternativo – 05/07
6ª Etapa – São Paulo – 09/08
7ª Etapa – Rio de Janeiro – 20/09
8ª Etapa – Londrina/Alternativo – 04/10
9ª Etapa – Curitiba – 25/10
10ª Etapa – Brasília – 08/11
11ª Etapa – Tarumã / Velopark – 22/11
12ª Etapa – São Paulo – 06/12
Foto: TC 2000



