Archive for October, 2008

Fórmula Indy Inspiration?

Largada Grande Prêmio da Europa de 1985Porto Alegre (acredito que sim) – A FIA, ao que parece, está a fim de se inspirar na Fórmula Indy para dar continuidade à Fórmula 1 e, assim, quem sabe, aumentar o número de carros no grid a partir de 2010. A segunda fase seria, digamos, a implementação de propulsores padronizados a partir da temporada já dita na frase anterior.

O Flávio Gomes, o bam-bam-bam do Grande Prêmio, deu uma explicação neste post. O resumão é o seguinte: a entidade que controla a categoria máxima do automobilismo (clichê isso, não?) vai soltar um edital em que diz que todas as equipes terão as mesmas especificações de motor para 2010. A empresa que ganhar a “licitação”, por assim dizer, fará a construção e os venderá às equipes.

Mas, e caso a Ferrari não queira competir com um motor de outro fabricante, o que fazer? Ora, a vencedora da licitação terá de disponibilizar o projeto para as equipes que quiserem construir os seus propulsores e, com isso, as montadoras que competem na Fórmula 1 podem estampar seu lindo logotipo nos carros.

Não está entendendo? Vamos à explicação do próprio Flávio Gomes:

“Trocando em miúdos, para a gente entender melhor… Digamos que a Lada apresente uma ótima proposta de um V8 bonitinho e ganhe a concorrência. A Lada terá de ser capaz de fornecer esses motores a todas as equipes. Mas se a Ferrari não quiser usar um motor Lada (acho difícil, mas…), ela poderá requerer aos russos o projeto completo, para fazer um motor idêntico em sua fábrica. O motor seria Ferrari ‘designed by Lada’.”

Entendido?

E, agora, alguém deve estar se perguntando “mas como inspiração na Indy e como começar direto pela segunda fase?”. Ora, é só usar a cabeça.

Na Fórmula Indy todas as equipes têm os mesmos fornecedores de pneus, de motores e de chassis. A Fórmula 1, tem, até o momento, uma única fornecedora de pneus: a Bridgestone. Agora, se tiver um só motor, faltará só um passo para se construir uma “Fórmula Indy Européia”: uma só empresa fabricar chassis e vender às equipes.

O que eu acho de tudo isso? Patético. A Fórmula 1, há uns 20 anos, tinha vários carros inscritos por prova, disputando tantas posições no grid de largada. Muitas das equipes – Williams, Ferrari, Brabham, Lotus, Ligier, para não dizer todas – faziam seus próprios carros e, mesmo assim, tinha-se um grid cheio. Por que retroceder?

Deve existir outra forma de diminuir custos. E a FIA tem de pensar numa maneira menos patética de fazer isso. Mas quem sou eu para criticá-los?

Foto: Imagens do Google

Chuva adia disputa do Marcas

Cardoso Jr. e Pierre VenturaPorto Alegre (fim-de-semana molhado) – A intensa chuva que caiu no Rio Grande do Sul desse fim-de-semana atrapalhou uma das cinco atividades propostas para o Autódromo Internacional de Tarumã. O Arrancadão Gaúcho de Caminhões e os gaúchos de Fusca, de Endurance e de Fórmula 1.6 tiveram seus campeões. Mas a mais aguardada prova, a do Marcas e Pilotos, foi adiada para o próximo sábado, dia 1º de novembro.

O motivo? A curva 3 do autódromo estava, segundo os organizadores, cheias d’água. Com isso, apenas na próxima semana a gente verá se Pierre Ventura e João Cardoso Jr. conquistarão o título ou se eles darão uma de Lewis Hamilton no Grande Prêmio do Brasil de 2007 e jogar tudo pro alto.

Foto: Eder Ruschel

Campeões gaúchos – Parte III

Porto Alegre (e como tem categoria) – Não foi apenas uma categoria que a chuva molhou. O campeonato gaúcho de Endurance foi outro realizado debaixo de chuva. A vitória ficou com o MCR 5 com tecnologia do Tubarão da equipe MC Competições (pausa para respirar). Porém, o título não ficou com Tiel de Andrade, que conduziu o protótipo durante a temporada. Os felizardos foram Sidney Toigo e Felipe Toledo, do MCR 48.

Com a palavra, os vencedores.

Sidney Toigo: “Foi um título suado. Viemos desde a primeira etapa brigando muito e felizmente abrimos uma diferença considerável para o Tiel, do Tubarão e tivemos que administrar aqui.”

Felipe Toledo: “Tinha muita água na pista, principalmente, nas curvas 2 e 3. Tivemos problemas em algumas janelas para parada de box, mas atingimos o nosso objetivo que era o título na categoria geral.”

Foto: Marcelo Matusiak

Campeões gaúchos – Parte II

Erick Scheus - Fórmula 1.6 - Roberto FurtadoPorto Alegre (monopostos) – Santa Maria está com a bola toda. Consagrou dois campeões gaúchos nesta temporada. Se na Copa Fusca o caneco ficou com Moacir Fighera, na Fórmula 1.6 quem deve ter bebido o champanhe de um só gole foi Erik Scheis.

O piloto não venceu hoje. Ficou atrás de Mateus Stumpf, aquele mesmo que corre, também, na GT3 com um Dodge Viper. Mas quem disse que para ser campeão tem que vencer sempre todas as corridas? O único que dificilmente usa o cérebro o tempo todo é Lewis Hamilton, mas da Fórmula 1.6 para a Fórmula 1 tem um grande passo.

Infelizmente, no Brasil, conquistar campeonato de Fórmula não está com nada para quem pretende continuar nos monopostos. Não existe, hoje, nenhum campeonato nacional. O Rio Grande do Sul, pelo que se vê, é um dos que têm uma boa média de inscritos, com cerca de 12 por prova. São Paulo, que até ano passado tinha uma média de 18 partipantes por etapa, nesta temporada não conta nem com dez.

E o salto financeiro de um campeonato de fórmula regional para uma Fórmula 3 Sul-Americana que só tem brasileiro competindo é muito grande. Mas isso é que nem o papo Hamilton: outra discussão.

Foto: Roberto Furtado

Campeões gaúchos – Parte I

Moacir Fighera - Copa Fusca - Roberto FurtadoPorto Alegre (debaixo de chuva) – A Copa Fusca é um certame muito querido no Rio Grande do Sul. É aquela coisa de tradicionalismo, sabe? E as fusquetinhas, apesar de serem velhas, continuam fazendo a alegria de alguns apaixonados por automobilismo. Há quem diga que a categoria deveria ser extinta, mas vai dizer isso no autódromo… Dependendo de quem tu encontrar, será um cara morto.

E a categoria mais velha do automobilismo gaúcho é foi a primeira a ter seu campeão. Debaixo de chuva, Moacir Fighera, de Santa Maria, aproveitou que seu fusquinha estava bem adaptado e mandou ver. Concluiu a prova em segundo e levantou o caneco da temporada 2008.

Apesar de, nesta temporada, contar com uma média de 10 carros por etapa, Fighera acredita que a Copa Fusca só tem a crescer. Segundo ele, “é uma categoria barata e qualquer um pode participar”. Então, tá, né?

Foto: Roberto Furtado