Posted by Rodrigo Dias on
September 28, 2008
Ferrari chupa pirulito em Cingapura
Porto Alegre (e viva os erros humanos) – O automobilismo é feito por pessoas. Isso quer dizer que é feito por seres humanos. Na Fórmula 1 não poderia ser diferente.
Está certo que é uma categoria que funciona como laboratório. Controle de tração, marchas semi e automáticas, entre outras firulas só estão nos carros porque as montadoras as testaram por anos e anos na Fórmula 1.
O problema é quando resolvem inventar. A Ferrari instituiu o que eu chamo de E.T., aquele “substituto momentâneo” do pirulito. O motivo é óbvio: como os mecânicos que seguram aquelas plaquetas durante o pitstop de um piloto volta e meia faziam cagada, nada melhor que substituir por algo “inteligente”. Assim, teoricamente, os reabastecimentos não teriam mais problemas. E a escuderia italiana resolveu sair na frente.
Alguém inventou esse “pirulito eletrônico”. É um aparelho que tem uma luz vermelha, e a amarela fica piscando o tempo todo. A luz verde deveria soltar quando o combustível tivesse na totalidade dentro do tanque. Aí os pilotos não teriam problemas de atropelar quem está na frente.
O erro, porém, está justamente aí. Quem projetou o negócio esqueceu que existe uma coisa chamada “falha”. O combustível pode estar na totalidade dentro do tanque, mas isso não significa que o carro esteja preparado para arrancar. A mangueira pode trancar, entre outras coisas. Isso foi visto hoje.
Felipe Massa estava na frente, fez o pitstop, e o E.T. mandou ele sair. Só que a mangueira travou e o mecânico ficou desesperado tentando tirá-la. Não deu outra: luz verde, pé no acelerador, e mangueira trancada. Massa saiu com ela, jorrando gasolina em todos, e quase batem em um Force India que estava entrando naquele momento. Tomou punição.
Segundo o Fábio Seixas, parece que com as falhas anteriores desse aparelho, a Ferrari resolveu colocar alguém para acionar o botão. Ou seja, trocou o pirulito, que tinha um ser humano, por um aparelho eletrônico comandado por um ser humano. A diferença é que quem segura a placa está vendo tudo no momento – e quem está para apertar o botão pode estar há alguns metros de distância.
Erro estúpido, mas os humanos, de vez em quando, são estúpidos. E, de vez em quando, a estupidez coloca tudo por água abaixo. Não que o título de Massa esteja fora de alcance, mas está cada vez mais longe.
Porém, na temporada passada, Kimi Raikkonen estava com muita desvantagem com relação a Lewis Hamilton e Fernando Alonso e, mesmo assim, venceu. Lógico, muitas cagadas foram feitas pela McLaren, mas quem disse que elas podem não acontecer de novo?
Agora é seguir em frente, mas sem chupar pirulitos.
Posted by Rodrigo Dias on
September 23, 2008
O melhor piloto da Fórmula 1
Porto Alegre (discussão patética, mas polêmica) – E aí, me diz, quem é o melhor piloto da Fórmula 1? Um bando de brasileiro pseudo-patriótico vai dizer que esse título – e também o de melhor do século, do milênio e do universo – é Ayrton Senna. Outros, mais ligados à matemática vão dizer que é o alemão Michael Schumacher. Alguns meio oposicionistas colocarão Nelson Piquet ou Alain Prost. E eu não vou colocar nenhum dos dois.
Para mim, o melhor piloto de Fórmula 1 foi o argentino – sim, um argentino – Juan Manuel Fangio. A minha escolha se deve mais pelo fato da história do que pelos números conquistados por cada um. Enquanto o argentino conquistou 24 vitórias em 52 Grandes Prêmios disputados, o alemão venceu 91 em 250 GPs e o mito-brasileiro teve 41 em 162. Mas isso não tem nada a ver.
Fangio correu numa época em que os pilotos de Fórmula 1 eram iguais aos nossos de carreteiras, com a diferença que eles tinham mais dinheiro que a gente. Eram gordos, velhos – uma parte tinha mais de 40 anos – e corriam com verdadeiros carros-bomba sem segurança alguma. Capacete? Que nada. Era uma touca de couro e um par de óculos para se proteger dos vestígios que saíam dos carros. Cinto de segurança era apenas um sonho e macacão anti-chamas era coisa de fresco.
As pistas eram tão inseguras quanto. Guard-rail, muros e barreira de pneus não estavam nem nos projetos dos desenhistas do circuito. As proteções eram de feno e qualquer batidinha saindo do túnel de Mônaco podia resultar em um banho na água, próximo aos barquinhos. Aliás, qualquer batidinha no muro podia ocasionar a morte e, mesmo assim, estavam lá, colocando os pneus bem próximos ao muro e dividindo curvas de forma bem arrojada. Quem dissesse “coloca uma área de escape aí, que é para não demolirmos os nossos carros” provavelmente tomava um tapa nas orelhas.
Hoje, isso é difícil pra caramba. Qualquer toque pode resultar em punição e em piloto chorando dizendo que poderia ter morrido – como se a morte não fosse a companheira desses profissionais.
Essa é uma discussão que nem merecia destaque. Não vai sair do mesmo lugar, porque os apaixonados terão uma opinião, os matemáticos outra e os historiadores outra. Então, todo mundo se espanca por algo que não vai levar a lugar algum. Mas o que importa é que eu estou certo e vocês estão errados – e isso é uma ironia.
Foto: Algo Sobre
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September 22, 2008
Exclusivo: desclassificação na primeira bateria
Porto Alegre (Extra; Extra) – Está um rebuliço no Campeonato Gaúcho de Marcas e Pilotos. Quatorze horas após o encerramento das atividades do Autódromo Internacional de Tarumã, realizadas neste domingo, a organização resolveu punir um dos participantes. O Safety-Car foi excluído da prova, mesmo tendo dominado a primeira bateria. Liderou sete das 13 disputadas, tendo recebido a bandeira quadriculada na primeira colocação. Na foto, é possível perceber que o Safety Car liderou com folga.
“Acho injusto, pô. Fiquei o tempo todo na minha, na cautela, e no final tomo um tufo desses? Tem culpa eu (sic) se eu fui mais cauteloso e o meu carro ficou inteiro na primeira bateria toda?” indagava o piloto do Safety Car, inconformado com a decisão dos diretores de prova.
Os diretores afirmaram que a exclusão do piloto da prova se deve ao fato dele não estar inscrito como competidor e, ainda, por ter andado lento demais na pista, ocasionando engarrafamento por diversas voltas.
Na segunda bateria, o piloto inconformou-se com a punição. Na segunda volta entrou na pista, porém, pouco tempo depois, voltou aos boxes. Fez cara de emburrado e só entrou no traçado depois que a prova terminou, sendo aplaudido pelos poucos bebuns que não se ligaram que o Safety Car é o carro de segurança e que este blogueiro está apenas brincando.
Foto: Felipe Fonseca
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September 22, 2008
Festival de acidentes
Porto Alegre (a pancadaria comeu solta) – A sexta etapa do Campeonato Gaúcho de Marcas e Pilotos foi marcada por muitas disputas e aquilo que muita gente gosta de ver: porrada. Dos 37 carros que largaram na primeira bateria, oito não a completaram. Segundo Juliano Mallmann, um dos que saiu da prova, o problema foi ocasionado por algo bom: o grande número de pilotos no grid.
Na primeira bateria não vi acidente algum, pois eu estava no Tala Larga batendo foto e os caras resolveram se quebrar entre as curvas 1 e 2. Porém, o que rolou nos boxes foi que o Gol de número 222 do Mallmann saiu na Curva 1 indo direto para a barreira de pneus logo na segunda volta, capotando. Outro Gol deu adeus à prova foi o de número cinco. Guiado por Nelson Cardoso, evitou a batida em um AMNI – Adversário Motorizado Não Identificado – mas não contra a barreira de pneus da Curva 2. Essa soma resultou na primeira intervenção do Safety Car.
Segunda volta; Safety Car. É! Tava boa.
Duas voltas depois, largada, mas que não durou nem meia pista. O Corsa de número 36 de Alexsander Mottolla escapou na Curva 1, bateu na mureta, mas voltou ao traçado. Porém, Wilson Valentini não teve tanta sorte. Escapou na Curva 2 e, devido à violência do choque, foi ao hospital após ser constatado que ficou algum tempo desacordado. Ainda no autódromo, a equipe de socorro já avisou que Valentini estava bem, mas o seu Fiesta de número 22 nem um pouco.
Terceira volta; Safety Car. É! Tava ótima. Até ser interrompida na volta de número 5 por causa da bandeira vermelha.
Cerca de meia-hora depois, nova largada, para os 12 minutos finais. O que se viu foi o Safety Car andando na frente, porque os pilotos não controlaram seu ímpeto e foram para cima com tudo. Isso que era a primeira volta.
Não deu nem cinco voltas e mais um choque violento entre dois concorrentes acionou, novamente, a bandeira amarela. O Ka de número 3 de Guilherme Mariath Filho e o Uno de número 78 de Dalmo Carneiro enroscaram-se entre as curvas 1 e 2. O primeiro, teve o carro remendado por fitas-tapes. O segundo, viu o veículo ficar completamente destruído.
A vitória ficou com Luiz Eduardo Fuentes, com o Corsa de número 10 alugado.
A segunda bateria foi menos complicada, mas o Safety Car deu o ar da graça. Logo na segunda volta Luiz Carlos Ribeiro – que na primeira bateria teve o seu Uno 44 avariado após um choque com um AMNI – e Jairo da Silva, do Uno de número 78, se enroscaram. Mas quem pensa que sobrou para eles, se enganou. Hardy Kohl Jr. tentou evitar o choque e foi tocado por outro adversário, sendo jogado para fora da pista. Ao tentar voltar para a competição, a corrente do motor arrebentou e o carro ficou entre a pista e a caixa de brita.
Uma volta depois, o Safety Car saiu e o que se viu foi um domínio de João Cardoso Jr. Ultrapassou Fuentes e manteve-se na ponta até o fim. Porém, a soma de resultados deu a vitória a Fuentes – a primeira na temporada.
Fotos: Rodrigo Dias
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September 22, 2008
Com a mão na taça
Porto Alegre (peleia braba e de faca) – A dupla formada por João Cardoso Jr. e Pierre Ventura está cada vez mais perto do título. Na sexta etapa do Campeonato Gaúcho de Marcas e Pilotos, disputada neste domingo em Tarumã, os pilotos que representam Canoas e Porto Alegre, respectivamente, concluiram a prova em segundo e em primeiro – necessariamente nessa ordem – nas duas baterias disputadas. O mau resultado da dupla Fabiano Cardoso e Vinícius Ferlauto, e a não participação de Analino Sirtuli, contribuíram para que Cardoso Jr. e Ventura sejam os virtuais campeões da temporada 2008.
Aliás, disputa foi o que não faltou. A primeira bateria foi muito acidentada. Um forte acidente na curva 1, com direito a capotagem de Juliano Mallmann e uma forte pancada recebida por Wilson Valentini obrigaram a direção de prova acionar a bandeira vermelha. Valentini ficou desacordado por um tempo, sendo encaminhado ao hospital, mas passa bem.
A prova foi reiniciada na quinta volta, mas poucas depois mais uma bandeira amarela. Após treze voltas, Luiz Eduardo Fuentes guiou o Corsa 10 – alugado de João Cardoso Jr. – para a sua primeira vitória na temporada.
Na segunda bateria, a dupla do Gol 10 – a mesma que está para ser campeã na última etapa, que será realizada no dia 26 de outubro, também em Tarumã – venceu, a frente de Fuentes. Com a soma do resultado, Cardoso Jr. e Ventura chegaram em segundo na classificação geral. A vitória ficou com Fuentes.
Fotos: Roberto Furtado



