Archive for May, 2008

Geração “Controle de Tração”

Porto Alegre (e como reclamam) – Quando soube que a Fórmula 1 aboliria o controle de tração nesse ano eu fiquei felizão. É sério. Odeio controle de tração. Quanto mais “desenvolvido” o carro, mais cagões são os pilotos.

Durante todo o início da temporada, algumas declarações de pilotos corroboraram a minha tese, como as feitas antes da segunda etapa, na Malásia, onde a possibilidade de chuva era grande. O primeiro deles foi Fernando Alonso, da Renault, que disse “Agora quando você erra a freada o carro perde a estabilidade e é difícil recuperar. Não quero ver como será com chuva…”. O brasileiro Felipe Massa concordou: “O que me preocupa numa corrida molhada é a aquaplanagem”.

Ora, segurança nas pistas todos nós queremos. Ninguém gosta de ver piloto saindo da prova, coisa e tal, mas, convenhamos: durante muitos anos os pilotos não usaram controle de tração e, nem por isso, foi um bicho de sete cabeças. É muito fácil sentar num carro, acelerar e a eletrônica fazer tudo para ti. Agora, saber dosar a hora de tracionar é coisa pra poucos: e a corrida de Mônaco, hoje, mostrou isso.

Esses pilotos de Fórmula 1 hoje estão muito cagões. Ano que vem pode ser abolido, também, o cobertor que ajuda a aquecer os pneus antes de serem engatados nos carros. Tem muita gente contra, achando que isso vai ser perigoso, coisa e tal. Quer facilidade? Vai correr de simulador, então, que quando bater é só dar um reinício e pronto.

Não gosto de oval, mas por essas e algumas outras razões é que prefiro ver a Fórmula Indy do que a Fórmula 1.

Em Mônaco, dá Hamilton

Porto Alegre (antes tarde do que nunca) – O inglês Lewis Hamilton venceu a etapa de Mônaco, realizada neste domingo. Segundo Hamilton, esta poderia ter sido a segunda vitória, se a McLaren – ainda de acordo com ele – não tivesse privilegiado o então companheiro de equipe Fernando Alonso – campeão da prova em 2007.

A prova teve, no momento inicial, um Felipe Massa seguro de si, abrindo vantagem, coisa e tal, até rodar instantes antes de ir para o pitstop, sendo ultrapassado por Robert Kubica, da BMW. O brasileiro vinha em bom ritmo até a pista secar e, com isso, seu carro perder rendimento.

Outro brasileiro que se deu bem na prova foi Rubens Barrichello, da Honda, que após 22 corridas conseguiu marcar pontinhos. Chegou em sexto e levou dois para a equipe nipônica. Já Nelsinho Piquet, mais uma vez, não marcou pontos, mas a culpa, dessa vez, é da equipe Renault: colocou pneus para piso seco enquanto estava úmido. Aí nem Michael Schumacher, nem Ayrton Senna, muito menos Nelson Piquet, conseguiriam fazer cois alguma.

Decepção

A decepção da prova, por assim dizer, foi Kimi Raikkonen. O campeão do mundo de 2007 com a Ferrari não conseguiu se acertar na prova. Aliás, a única coisa que o finlandês acertou foi o alemão Adrian Sutil. Com uma Force India, Sutil estava na quarta colocação quando sentiu uma porrada na traseira – sem trocadilhos -, foi aos boxes mas teve de abandonar. O que aconteceu? Ora, Kimi Raikkonen perdeu o controle do carro – essa falta de controle de tração, viu? – e, cabuft. Só que o campeão continuou na pista e chegou em nono, enquanto o alemão saiu da prova e chorando.

Com o resultado, Lewis Hamilton assumiu a liderança com 38 pontos, três a frente de Raikkonen e quatro de Massa. Kubica é o quarto, com 32. A próxima corrida é no Canadá, dia 8 de junho, mesmo dia que tem a segunda etapa da Pick-Up Racing.

Bate nele, Danica

Porto Alegre (e com força) – Ok, tu podes ser daqueles simpatizantes ao ditado “violência só gera violência”, mas tenho quase certeza de que concordarás comigo. Imagina-te na seguinte situação: estás na sexta posição de uma corrida cobiçada por muitos pilotos; no último pit-stop o teu adversário toca no teu carro, quebrando a suspensão traseira direita e, com isso, tirando-te da prova. O que fazes? Isso mesmo.

Danica Patrick, da Andretti-Green, estava nesta situação. Fez uma corrida boa, ganhava posições aqui e ali – para perder no pit-stop – e, no finalzinho, viu o Ryan Briscoe, da Penske, detonar a corrida – dela e dele.

Confesso que pensei que a piloto-modelo incorporaria o Nelson Piquet e daria uns sopapos no adversário. Não fui o único, pois o público também queria a mesma coisa. Mas não deu. O segurança mala pressionou a donzela que acabou recuando. Mas que daria umas porradas nele, ah, daria.

Resultado

As 500 Milhas de Indianápolis foi legal. Mais movimentada, lógico, que a Fórmula 1, mas com alguns momentos chatos. Porém, Vitor Meira mostrou que merece respeito porque, mesmo com uma equipe que está voltando à elite, liderou e quase venceu. Só não venceu porque, na última parada para reabastecimento, a equipe foi milésimos mais lenta que a do Scott Dixon.

Aliás, o neozelandês e a Chip Ganassi foram os vitoriosos, conquistando o troféu dessa que é considerada uma das mais cobiçadas corridas do mundo. Vitor Meira chegou em segundo, seguido de perto de Marco Andretti, da Andretti-Green.

Brasileiros

Os outros brasileiros até que foram bem. Tony Kanaan, um dos favoritos, abandonou após ser ultrapassado – segundo ele, de forma estúpida e forçada – por Marco Andretti na curva 2. O baiano foi para a parte suja da pista, rodou e acabou chocando com Sarah Fisher, que nada tinha a ver com o enrosco anterior.

Helio Castro Neves, da Penske, bem que tentou, mas chegou na quarta colocação, enquanto que Enrique Bernoldi – ele mesmo, o ex-F1 – chegou na décima quinta posição. Mário Moraes, de apenas 19 anos, foi um dos últimos colocados, mas completou a prova e ganhou alguns milhares de dólares. Jaime Câmara abandonou após um choque e Bruno Junqueira fez uma corridinha medíocre.

Mattheis leva mais uma

Porto Alegre (“Esquadra azul”?) – Esta temporada, ao que parece, será de Andreas Mattheis. Na terceira etapa da Copa Genéricos de Stock Car, a equipe conquistou a terceira vitória do ano – a segunda consecutiva de Ricardo Maurício e seu Peugeot. O grande detalhe é que a “Esquadra Azul” – título dado pela Globo – conquistou as três primeiras posições, com Marcos Gomes e Valdeno Britto – ambos com um Chevrolet – na segunda e na terceira, respectivamente.

A corrida foi tranqüila. Nada demais, segundo a posição deste que vos escreve. Valdeno Britto largou na pole, mas como o carro não era bom de reta, logo deu espaço para Marcos Gomes voltas depois. No início da prova um pequeno enrosco: Valdeno e Allan Khodair disputavam liderança quando o decendente de libanês, que estava por fora, tentou fazer a tangente e tocou no carro adversário e rodou, dando adeus à possibilidade de vitória.

O dia era de Ricardo Maurício, mesmo. Largou na quinta posição e ganhou de presente a corrida, após o então líder e “companheiro de equipe” – já que Mattheis tem quatro carros divididos em dois grupos – Marcos Gomes dar uma leve escapadinha ao passar por óleo na pista.

Quem fez uma ótima prova foi Átila Abreu, terminando na quarta posição. O sorocabano andou forte durante todo o fim-de-semana e não fez feio nessa etapa. É um grande nome para uma vitória – assim como Valdeno Britto.

A furada da corrida foi o ex-F1 Antônio Pizzonia. Recebeu punição, mas não entrou nos boxes e foi desclassificado. Esse pessoal que vem da Fórmula 1 pensa que é o quê, hein? Imune?

Com o resultado, Marcos Gomes segue na liderança, com 65 pontos, um a mais que o vice-líder, Ricardo Maurício, que tem 64. Em terceiro aparece Thiago Camilo, com 42 pontos.

Não quero dar uma de profeta, mas acredito que já temos, pelo menos, o chefe de equipe campeão esse ano: Andreas Mattheis – o Ross Brawn brasileiro.

Cravo dentro do sagu

Porto Alegre (sobremesa de vez em quando é bom) – Com toda a certeza, deves saber o que é sagu. Caso não saibas, por favor, tira a preguiça do corpo e te informa clicando aqui. Para dar um sabor a mais, as cozinheiras colocam outros igredientes, como cravo e canela.

Normalmente, sagu também é uma denominação para ambientes dominados por homens. Afinal, essa sobremesa é conhecida por ter um monte de bolinhas roxas – em alusão aquela bolsinha que todos nós, homens, temos e que guardam a sementinha que faz brotar nas mulheres um novo ser, também conhecido como “prole” – e tanto o futebol como o automobilismo configuram um “saguzão”, pois a maioria dos praticantes é homem.

Tá, e o que tem a ver cravo com sagu? Ora bolas – sem trocadilhos -, é só procurar informações que entenderás: a gatinha Fernanda Parra é a nova competidora da categoria, tornando-a mais atraente

A piloto que, para a desgraça de muitos, namora o piloto Ruben Carrapatoso, garante que já tinha a idéia de competir na categoria. O empurrãozinho para que, finalmente, alegrasse a vida do pessoal é a inclusão no calendário da Copa Genéricos de Stock Car. “A idéia surgiu já desde o ano passado, eu queria ir, é uma categoria nova, com transmissão em todas as corridas”, disse a ex-piloto da Copa Vicar.

Fernanda disse, ainda, que acredita em uma temporada tranqüila. Não é por menos, ela tem experiência nesse tipo de carro – competiu por bastante tempo na Light, hoje conhecida como Vicar. Posso dizer que vai ser bom: chega de ver piloto véio no pódio.

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P.s.: A Fernanda que se cuide. Assim como tem carros que deixam vazar óleo, agora ela corre o risco de rodar, também, em poças de baba. Vai ser bonita assim lá na minha casa.