Archive for March, 2008

Do Rio Grande do Sul para a Europa

Porto Alegre (Viva o Ctrl C+Ctrl V) – O passo-fundense Cláudio Ricci é o cara. Uma pessoa simples, que atende bem os jornalistas e fãs, mesmo que a corrida seja cheias de problemas. Lembro muito bem de uma corrida dele em 2005, em Tarumã, no Campeonato Brasileiro de Picapes. Ricci estava no pódio quando um problema no seu Chevrolet S10 o fez abandonar a prova realizada em Tarumã. Minha mãe foi lá conhecê-lo e, mesmo decepcionado com o resultado, a recebeu de braços abertos e tirou uma foto com a véia.

Teve também as 12 Horas de Tarumã de 2006, quando o seu AS Vectra teve um problema bem no final da prova – e, de novo, tratou muito bem à todos, enquanto a gente vê muito pilotinho de bosta querendo pagar de estrela.

Esses pequenos relatos mostram o caráter do Ricci, que teve várias conquistas no automobilismo brasileiro, principalmente nos protótipos. Campeão de Picapes em 2006, ano passado deu um passo além: competiu no Brasileiro de GT3, com uma Ferrari. Acreditou em uma categoria que estava iniciando aqui nas terras tupiniquins e já colhe frutos. O gaúcho está na França, fazendo testes para a FIA GT e já foi convidado para participar da primeira prova do Campeonato Italiano, na lendária pista de Monza, pela equipe Kessel Racing.

Nada mais a desejar além do que ele sempre conseguiu: sucesso.

Final surpreendente nas 500 Milhas do Velopark

Porto Alegre (A corrida acabou às 11 horas, mas só escrevi o texto agora, nove horas depois) – Imagina a seguinte situação: estás lá, com teu kartzinho na frente de uma corrida que dura mais de 10 horas e meia, uns oito segundos de diferença para o seu adversário mais próximo. Legal, não? Deves ficar com aquele pensamento “Vou entrar para a história do kartódromo por fazer parte da equipe vencedora da primeira prova de 500 milhas“.

Agora, bota tua imaginação para funcionar outra vez: é a última volta. Lideraste, por baixo, 90 minutos consecutivos nesta parte final, e, a poucas curvas para receberes a bandeira quadriculada e entrares para os anais da prova, a roda traseira esquerda solta-se – bobalhona ela, né? -, teu veículo roda e não tem mais como se locomover. O que farias? Provavelmente ficarias te perguntando “que diabos aconteceu?“. Isso é o que eu faria. E pode ter sido isso que Rafael Daniel, piloto que estava nessa situação, guiando o kart de número 00 da Metalmoro, deve ter pensado.

Algumas pessoas ficaram tristes com a situação enquanto outras – não só membros da equipe vencedora – felizões com o resultado. Os papos que rolaram foram em torno de “quem tem topete muito alto, às vezes, merece tê-lo cortado para aprender a ser mais humilde“. Mas é como diz a velha máxima do automobilismo mundial: carreras son carreras, e não se fala mais nisso.

Os vitoriosos foram os componentes da equipe Bremil, que durante toda a prova ficaram entre os cinco primeiros e foram contemplados com a vitória na categoria Sprinter – a principal, com karts de 13hp com livre preparação -, que caiu no colo. Na categoria Master, para veículos de 13hp sem preparação, a vitória ficou com a equipe uruguaia Barbarita Racing Team. Sim, essa mesma, que teve um piloto envolvido em um grave acidente.

Confira o resultado final da prova:

1) Bremil Newspeed Waechter, 529 voltas;
2) Metalmoro, 528;
3) Nitrogenius, 528;
4) MG Pneus, 527;
5) MV Loctite Racing 2, 521;
6) Targh 400 01, 520;
7) MV Loctite Racing 01, 516;
8) Mega Kart, 515;
9) Aller & Cerve, 514;
10) Bom de Braço, 510;
11) Barbarita Racing Team (MASTER), 502;
12) Metalmoro 02, 501;
13) Curitiba Racing, 501;
14) Auto Racing, 499;
15) Kart Shop Racing, (MASTER) 498;
16) Bremil Newspeed Waechter (MASTER), 497;
17) Planet 400, 496;
18) Mecanica Guimer (MASTER), 495;
19) Sapiranga Racing (MASTER), 494;
20) WAF Racing (MASTER), 493;
21) Scuderia Pretto, 493;
22) Becker (MASTER), 490;
23) Galgo Racing (MASTER), 489;
24) Londrina Kart (MASTER), 488;
25) Papa Léguas (MASTER), 485;
26)Aço Kraft Cardihn (MASTER), 484;
27) Curitiba Kart (MASTER),469;
28) COHEN (MASTER), 447;
29) De Moraes Fornare Casanova, 427;
30) Targh 400 02, 304

Acidente grave nas 500 Milhas

Nova Santa Rita (Quebrado, com sono, mas na ativa) – Acaba de ocorrer um acidente grave nas 500 milhas de kart do Velopark. Após quase três horas de prova, um dos pilotos da equipe Barbarita Racing Team, do Uruguai, rodou no S após a reta principal. Nisso, um adversário bateu de frente com o kart do uruguaio, que capotou. Os pilotos vêm com tanta velocidade que outro adversário não conseguiu desviar e acabou acertando o piloto de leve.

O uruguaio está sendo atendido no posto médico, mas passa bem. Tanto é que ele só se deitou porque todo mundo pediu para que fizesse isso, senão, era bem capaz de ter colocado o kart de volta para a pista. Ok, exagerei, mas seria legal – ainda mais se ganhasse.

Inaugurado kartódromo do Velopark

Nova Santa Rita (Todo quebrado por causa da corrida de kart) – Vinte e nove de março. Faça o favor de marcar no teu calendariozinho essa data. Por quê? Ora, simplesmente porque é uma data história. “Mas o que tem de tão histórica nesse dia, tio?”, pergunta o Joãozinho – sempre ele – lá no fundo da sala. Simples, minha criatura leiga: neste dia foi inaugurado o Kartódromo do Velopark.

Não sabe do que falo? Então o tio aqui explica: o kartódromo é apenas uma parte do Complexo Automobilístico construído na cidade de Nova Santa Rita, aqui nas terrinhas gaúchas. São duas pistas – uma especial para competição e outra para aluguel de karts – construídas. O detalhe está na junção. Quando as duas pistas são ligadas – sim, isso é bem possível – compõem uma pista, digamos, grande pra caramba. São cerca de 2,5 quilômetros de traçado, o que o torna um dos maiores do mundo.

Essa estrutura permite o Velopark sediar, sem maiores problemas, campeonatos internacionais, como o Mundial de Kart. Não foi à toa que o presidente da Comissão Nacional de Kart (CNK), ligada à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), concedeu a homologação na categoria A, no início desse ano. Pedro Sereno de Mattos, o nome da autoridade em questão, destacou que “esse fato é relevante para o Brasil, pois, antes do Velopark, nós não poderíamos pleitear isso”.

E como toda boa inauguração, não poderia faltar show de velocidade. A categoria primeira das duas baterias programadas, com a vitória de Bruno dos Santos.

Mas nem só de novatos vive o esporte a motor. Pilotos lendários, como Sérgio Pegoraro, Paulo Hoerlle e os Antônio e Neco Fornari – filhos de Breno Fornari, vencedor das duas primeiras edições da Mil Milhas de Interlagos -, compõem o plantel de pessoas importantíssimas para o desenvolvimento do automobilismo gaúcho. Sem querer ser chato, mas já sendo, juntos, os 71 pilotos lendários têm cerca de mil anos. É muita história para contar, não?

A partir da meia-noite será realizada as 500 Milhas de kart, com duração prevista de 10 horas.

AutoRS aprova a pista

“Olha a pretensão desse blogalista” provavelmente estará a dizer. Ou, então, “quem esse cara pensa que é?”. Mas, sim, eu aprovei essa pista. Não apenas “aprovei”, como provei – basta ver o sorrisão bonito na foto que ilustra esse post. Prova disso está na prova especial para os membros da imprensa, da qual fiz parte. Conquistei a décima (e péssima) sétima colocação no grid e a mantive na prova – mesmo, no início, estando entre os dez primeiros nas primeiras voltas, após uma largada, digamos, sensacional da minha parte -, mas isso é discussão para outro post.

Arrancada

Caso a pequena criatura não saiba, o Velopark também tem uma pista de arrancada, com base nas estruturas norte-americanas, onde essa categoria é, digamos, tradicional. A inauguração está prevista para o dia 26 de abril deste ano. Então, já marca na tua agenda, pequena criatura.

Final de semana mais ou menos para brasileiros

Porto Alegre (Findi mais tedioso que a noite) – E quem pensava que o final de semana seria bom para os brasileiros, em virtude da pole-position do Massa, se deu mal. O piloto da Ferrari abandonou logo na 31ª volta após perder o controle do carro, rodar, e atolar na brita. Com o resultado, o brasileiro continua sem pontuar na temporada – e, com isso, vê, cada vez mais distante, a chance de ser o primeiro piloto na temporada.

Não que sirva de consolo, mas Rubens Barrichello não foi bem novamente. O carro todo mundo sabe que não é dos melhores, mas o brasileiro com maior número de corridas disputadas na categoria máxima do automobilismo mundial continua dando suas erradinhas. Dessa vez, abusou da velocidade nos boxes e teve de cumprir um Drive-Through. O pior é que não pode nem culpar que não tinha como controlar, pois, pelo que sei, no voltante tem um botãozinho que limita a velocidade no pit-lane. Será que não viu o botãozinho?

O que se deu bem foi Nelsinho Piquet. Em sua segunda corrida na Fórmula 1, viu a bandeira quadriculada pela primeira vez. Não marcou pontos, mas encerrou uma corrida. Na décima primeira posição. Ou seja, foi o melhor brasileiro na Malásia.